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Monthly Archives: fevereiro 2008


 

 

Quando o Rei Arthur e os Cavaleiros

da Távola Redonda

fizeram uma Viagem ao Centro da Terra

 

A música sempre esteve presente na rotina da “galera” da ‘Homem de Melo’ e arredores. Ouvíamos e dançávamos vários estilos, rock, música lenta – melódica e “melosa”, Beatles (que não era bem da nossa época, porque éramos muito jovens pra eles, mas era muito “cult”), Secos e Molhados, Roberto Carlos, trilhas de novelas globais… Discos. Muitos compactos simples e duplos e, bolachões de vinil, é claro!

Vitrolas à postos e tudo virava uma festa. Um dos nossos maiores ídolos era o dissidente do grupo de rock progressivo Yes, Rick Wakeman, ou, para os mais íntimos, apenas Rick. Todo mundo da rua tinha pelo menos um disco do Rick, com exceção da Marcelle que tinha todos!

Embalados pelas músicas instrumentais fantásticas desse gênio, sonhávamos e resolvíamos nossas angústias e dúvidas da pré-adolescência (expressão que nem existia naquela época), além de enxugar as lágrimas apaixonadas daquela amiga que tinha todos os seus discos. Paixão sim! E por Rick Wakeman, o Rick e suas lindas madeixas loiras! Aquele inglês com olhar de peixe morto, que se vestia como o Merlin, mas que conquistou o coração das meninas e o ouvido dos meninos. E assim passávamos nossos momentos musicais, planejando nossa viagem para a Inglaterra, onde seríamos recepcionadas pelo Rick.

Rick Wakeman gravou vários discos. Cada um de nós tinha o seu preferido. O meu era “Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda” e a música mais ouvida era Guinevere, faixa que só não furou, porque naquele tempo as coisas tinham uma ótima qualidade. Músicas na ponta da língua, trilha sonora de uma história, de momentos, cada um com os seus.

É fácil imaginar qual era o maior sonho desta garotada, assistir a pelo menos um show do nosso maior companheiro, o Rick.

Em 1975, Rick Wakeman fez dois shows no Rio de Janeiro, no Maracanãzinho, que segundo meu amigo “revisor” ocorreram nos dias 20 e 21 de dezembro. Essa é de lascar, vai ter uma memória boa assim lá na praia! Obviamente, depois de muita imploração e ‘azucrinação’ nos ouvidos dos pais, que discretamente curtiam junto com a gente essa paixão, conseguimos estar lá. Nos dois! Todos nós. A galerinha de quatorze e quinze anos, empenhadíssima em ver de verdade e ouvir de verdade nosso ídolo, com toda a sua magia, e suas histórias de cavaleiros e de viagens fantásticas.

No primeiro dia foi apresentado todo o disco “Viagem ao Centro da Terra” e incorporadas algumas músicas de “Rei Arthur” e “Henrique VIII”. No segundo, reinou “Arthur”, mesclado com as viagens ao centro da terra de Henrique VIII… Enfim, ouvimos tudo duas vezes, em meio a dinossauros infláveis, jogos de luz, fumaças coloridas e coisinhas que caíam do teto do ginásio e brilhavam. Brilhavam tanto quanto nossos olhos, fixos e molhados. Pura emoção! Uma inesquecível viagem!

Há uns três anos, num dos meus típicos momentos de saudosismo inconsciente, encontrei numa loja um DVD de um show do Rick Wakeman, apresentado naquele mesmo ano em outra cidade. Comprei é lógico!

Cheguei em casa animadíssima e “obriguei” meus dois filhos (que já conheciam toda essa história) a sentarem e assistirem comigo, na ilusão de ver novamente aqueles momentos mágicos.

Neste dia percebi como as lembranças, as imagens que guardamos na nossa cabeça, são momentos únicos. Nunca mais verei o show do Rick Wakeman, e muitas outras coisas, como vi aos quatorze anos.

Beatriz Brasil – julho/2006

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ARQUITETURA CONCEITUAL – Steven Holl

 

A arquitetura conceitual envolve mais subjetividade do que o padrão e está relacionada como a arte pós-moderna, exprimindo um pensamento, uma filosofia. Esta arquitetura está diretamente à subjetividade do arquiteto. Steven Holl nasceu 1947 em Bremerton, Washington. Estudou em Londres e ganhou reconhecimento, associando-se à filosofia para conceituar suas teorias e seus projetos, criando assim, a corrente definida como ‘fenomenológica”.

Nesta corrente o arquiteto está mais preocupado em produzir sensações do que responder ao programa ou a questões técnicas. O espaço deve produzir no usuário sensações. Para isso utiliza recursos como luz, cor, texturas diferente em cada ambientes – trabalhando os elementos que possam provocar essas sensações (tenta diferenciar as sensações em cada ambiente – marcando de alguma forma, cada um deles).

Ocorre a valorização da luz. O ambiente deve ser clean, e estar associado ao ‘fenômeno’ e à paisagem exterior.

As primeiras investigações da abordagem são tema da moradia – a relação da moradia com o usuário, passa a ser muito utilizada na fenomenologia (Qual a função do habitar? Quais as funções do projeto? Quais são as sensações produzidas por ele?).

 

No projeto, o arquiteto ‘trabalha’ com os espaços onde o indivíduo vive. A forma, deriva do conceito do projeto (trabalha com o que representa o espaço para a pessoa = cada indivíduo é um = cada um com seu ambiente particular).

 

Algumas obras baseadas na filosofia da Arquitetura Conceitual:

. Moradia mínima, em Hudson, NY, 1978

. Casa Metz Statenisland, NY, 1980 (trabalha com arquétipos, formas que se fixaram na memória coletiva, que as pessoas reconhecem e conseguem identificar)

. Cohen Apartment, NY, 1983 (trabalha com cor e luz. A porta pode ser uma porta parede pivotante; os elementos mudam as sensações dos ambientes)

. Casa Van Zandt, NY, 1983 (é considerada mais purista)

. Casa Berkowitz, Odgis, Massachusetts, 1984 (trabalha com caixotes, balcão; a estrutura corre por fora – é purista, concreto aparente e madeira)

. Galeria Storefront for Art, NY

. Makuhari Housing in Japan

. Capela Santo Ignacio, 1997

. Cranbrook Institute of University Michigan

. Museu de Arte Contemporânea (utiliza linguagem mais contemporânea com material reflexivo)

. Museu de Belas Artes Washington, 2001 – KIASMA

. Estação de Tratamento de Água, EUA

. Ampliação do Colégio de Arquitetura Minneapolis

. Dormitório de Universidade (busca trabalhar mais com os elementos para dar ênfase e qualidade aos espaços internos – corredor comprido com luz no fundo)