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Category Archives: arquitetos


Athos Bulcão, o artista

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As quatro escalas de Brasília
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 Pavilhão de Portugal na Expo98

Álvaro Siza

 

Alameda dos Oceanos, 1990 Lisboa, Portugal

Coordenadas: 38.766151 -9.095017

1994-1998

 

texto: Pedro Rosário – arquiteto, Lisboa

 

 Edificado frente à Doca dos Olivais no Parque das Nações, o Pavilhão foi o edifício que abrigou a representação portuguesa na Exposição Mundial de 1998 (Expo’98).

 

imagem enviada por Pedro Rosário

 

Projetado pelo Arquiteto Álvaro Siza Vieira (com a colaboração de Eduardo Souto de Moura) o Pavilhão de Portugal contrasta com os edifícios mais próximos por possuir uma volumetria discreta, marcada pela horizontalidade.

Para responder a um dos requisitos programáticos que previa um vasto espaço exterior destinado a cerimónias oficiais, Siza Vieira desenhou uma impressionante pala de betão suspensa sobre praça, tornando-a no elemento mais emblemático desta obra.

 

 

 

Pavilhão de Portugal – Alvaro Siza – Parque das Nações, Lisboa, Portugal – fotos: beatriz brasil, 2008.



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Eric Owen Moss

 

Eric Owen Moss nasceu em Los Angeles, Califórnia, em 1943 onde tem escritório. Formou-se na Universidade da Califórnia em 1965 e aperfeiçoou seus estudos em Berkeley, formando-se pelo College of Environmental Design em 1968 e fazendo mestrado em Arquitetura na Universidade de Harvard, graduando-se em 1972.

Ao longo dos anos, Eric Owen Moss alcançou destaque através de seus projetos inovadores e tecnológicos. Um de seus trabalhos de maior destaque, foi a revitalização de uma área industrial de Culver City, na Califórnia, onde além de reintegrar o local à cidade, foi possível gerar empregos e dignidade à comunidade local. Em 2003 recebeu o prêmio Business Week Architectural Record Award por esse trabalho e pelo reconhecimento de seu trabalho com inovações tecnológicas e criatividade.

 

 

Culver City, Califórnia, EUA

 

 

Gateway Art Tower – Culver City, California

 

Em 1998 recebeu a medalha AIA/LA pelos seus projetos arquitetônicos e o prêmio de distinção em uso de tecnologia com aço, do American Institute of Architects. Atualmente é diretor do Southern Califórnia Institute of Architeture.

 

Perm Museum XXI – Perm, Russia

 

Republic Square – Almaty, Kazakhstan

 

Conjunctive Points Theater Complex – Culver City, California


Richard Meier

  

Nasceu em Newark, New Jersey, em 1934. Após ter se graduado em arquitetura na Cornell University, em Ithaca, New York (1953-57), Meier trabalhou para Davis, Brody, e Wisneiwski; para Skidmore, Owings and Merrill (SOM); e para Marcel Breuer (1957-63). Desde então exerce sua profissão independentemente em seu escritório em New York.

Foi professor convidado por diversas universidades em New England (1973) e arquiteto residente na Academia Americana em Roma (1972). Foi, junto com Peter Eisenman, Charles Gwathmey, John Hedjuck e Michael Graves um dos “New York Five”, um grupo que nos anos 60 e 70 foi chamado de “The Whites”, devido a suas fachadas modernistas brancas, limpas e sem adorno. Seu objetivo é ir além da teoria e referência histórica explorando espaços, formas, iluminação perseguindo um vigor arquitetônico. Influenciado por Le Corbusier compunha inicialmente uma estética expressiva com justaposição de elementos, numa organização hierárquica e axial através da transparência e repetição. Atualmente enfatiza que prefere edifícios todos brancos compondo um conjunto de formas Neo-Corbusianas ligadas por rampas e passarelas, exemplificados pelas elegantes mansões brancas.

 

Igreja e centro comunitário, Roma-Itália

 

Richard Meier já recebeu quase todas as honras que se tem para receber em uma carreira de sucesso como arquiteto, incluindo o Prêmio Brunner do Instituto Nacional de Letras e Artes (1972), medalha de ouro na American Institute of Architects (1988) e o Prêmio Pritzker em 1984, aos 49 anos de idade, sendo o mais novo arquiteto a recebê-lo.

Após se graduar, Richard Meier viajou pela Europa e teve a oportunidade de conhecer Le Corbusier. Essa prematura admiração pelo mestre suíço talvez justifique as freqüentes comparações que foram feitas entre as obras dos dois arquitetos.

 

City Hall & Library, Haia

 

Museum of Decorative Arts – Frankfurt, Alemanha – 1981-1984

 

“Obviamente, eu não poderia criar meus edifícios sem conhecer nem amar as obras de Le Corbusier. Le Corbusier exerceu uma grande influência sobre meu modo de criar o espaço.

Frank Lloyd Wright foi um grande arquiteto, e eu não poderia ter feito a casa dos meus pais como eu fiz, sem ter sofrido influência da Casa da Cascata. Todos nós somos influenciados por Le Corbusier, Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto e Mier Van der Rohe. Mas não menos que por Bramante, Barromini e Bernini. Arquitetura é uma tradição, uma longa continuidade. Se quebramos com as tradições ou reforçamos estas tradições, ainda somos ligados ao passado.Nós evoluímos.” (Richard Meier).

 

Atheneum

 

Smith House – Connecticut, 1965 – 1967

 

Entre 1958 e 1963, Meier trabalhou em vários escritórios de arquitetura. No ano de 1964 inicia suas atividades pedagógicas na Cooper Union, onde permaneceu por muitos anos.  Nesse mesmo ano recebeu o prêmio Arquitetura Record pelo desenho de residências.

Em 1975 foi convidado para ser professor de arquitetura na Universidade de Yale, mais um de seus numerosos cargos docentes. A partir daí, participou do concurso para o Museu de Artes Decorativas de Frankfurt do qual é vendedor. Em 1983, recebeu o prêmio Brunner Memorial Prize da Academia Americana e Instituto de Artes e Letras. Em 1984, recebe o Pritzker Prize. Apesar de seu prestígio, maior ainda na Europa, só recentemente Meier foi "descoberto" pela ilha onde vive e trabalha: em breve, duas torres residenciais, por ele desenhadas, serão inauguradas em Manhattan, bem na beira do Rio Hudson.

 

Richard Meier & Partners – 2007 – Edifício residencial, Nova York

 

Richard Meier é considerado um arquiteto da transparência. Sua fórmula é utilizar uma paisagem natural fantástica e instalar nesta, um cubo branco de vidro. Desenvolveu uma linguagem arquitetônica moderna, formada por uma trilogia: o branco (sua cor preferida), um módulo (o quadrado) e uma constante preferência pela luz natural. Proporciona através de seus projetos uma perfeita integração entre o interior e o exterior, interagindo com a natureza.           “Branco nunca é somente branco, é sempre transformado pela luz, a qual está sempre mudando, o céu, as nuvens, o sol e a lua”. (Richard Meier)

A Casa Meier foi um de seus primeiros projetos desenhado para seus pais. Outro exemplo de seu começo é o estúdio e apartamento de Frank Stella. A estreita amizade com a artista influenciou consideravelmente suas idéias estéticas. Stella tinha uma tendência à arte minimalista que desenvolveu-se nos EUA durante a década de 50 e só usava as formas geométricas mais simples. O caráter impessoal desse gênero é  visto como reação a emotividade do expressionismo abstrato. Essa tendência minimalista pode ser percebida nas obras de Richard Meier.


Mario Botta

 

Nasceu no cantão do Ticino, Suíça, em 1943, e formou-se pelo Instituto Universitário de Arquitetura de Veneza em 1969. Desde o início de sua atividade profissional tem escritório próprio em Lugano.

Em 1970, despertou a atenção internacional com projetos que contrapunham escala e orçamento modestos a forte monumentalidade. Tem obras construídas em diversos países, entre os quais Japão (Galeria de Arte Watari-um, 1990), EUA (Museu de Arte Moderna de São Francisco, 1994), Itália (usina de tratamento de detritos Thermoselect, 1991), França (catedral de Evry, 1995) e Suíça – sobretudo em Ticino, cuja paisagem exibe, entre as várias casas, igrejas e edifícios residenciais e comerciais projetados por ele, o prédio que abriga seu próprio escritório (1990).

 

 

SFMOMA – San Francisco, California – 1995

Objeto de numerosas publicações e de exposições em Paris (Centro Georges Pompidou, 1895), Nova York (Museu de Arte Moderna, 1986) e Berlim (Galeria Nacional, 1987), entre outras cidades, seu trabalho pôde ser conhecido pelos brasileiros ainda no início da década de 80, em mostras na UFMG (1981) e nos IABs do Rio de Janeiro (1982) e São Paulo (1983). Detentor do Chicago Architecture Award (1986) e do Prix Cica (1990 e 1993).

Igreja, Italia – 1994-2004

Monumento das Américas em Santa Cruz De La Sierra, Bolivia

Bank for International Settlements, in Basel, Switzerland

 

“A arquitetura é uma construção histórica. É o resultado de uma reflexão sobre diversos fatores do passado, do presente e do futuro. Nesse sentido o regionalismo crítico, como nenhuma outra corrente arquitetônica, ignora o que já foi feito e sim interpreta e crítica, positiva ou negativamente seus antecessores.

Podemos notar em várias obras de arquitetos regionalistas elementos herdados do movimento moderno, apesar da crítica que estes colocam em relação à internacionalização da arquitetura como uma produção homogênea e desenraizada das características próprias de cada cultura. Assim, os regionalistas buscam valorizar e perpetuar através de sua arquitetura os valores essenciais da história de cada local, aguçando a memória cultural dos povos que muito se perdeu ao longo do processo de globalização.

 

 

Casa em Riva San Vitale, Ticino, Suíça – 1971-1973

 

Sob esse foco, o "saber interpretar os novos sonhos e desejos do ser humano" colocado no discurso de Mario Botta está mais ligado às novas soluções construtivas proporcionadas pelo desenvolvimento tecnológico do que pela rendição da arquitetura a sociedade de consumo. Para os regionalistas o concreto armado, os novos materiais, as novas possibilidades estruturais – vinculados muito mais a uma produção industrial baseada na idéia da renovação, do descartável e do consumo em massa – estão a favor da construção do espaço que atende à essência humana, idéia que se constrói respeitando-se a cultura, a memória e a história de cada lugar, e que portanto não pode ser transformada em uma arquitetura de efeito como tantos outros "produtos" que abastecem a vida contemporânea.” 


Frank Gehry

  

Frank Owen Gehry, nascido Ephraim Owen Goldberg (Toronto, 28 de fevereiro de 1929) é um arquiteto canadense, naturalizado estado-unidense, ganhador do Pritzker Prize, que equivale ao Nobel da arquitetura. 

Gehry conhecido pelo seu design arrojado na arquitetura, repleto de estruturas curvas, geralmente em metal. Seus projetos, implantados em diferentes cidades do mundo, tornaram-se atrações turísticas e incluem residências, museus e sedes de empresas. Sua obra mais famosa é o Museu Guggenheim Bilbao, em Bilbao, Espanha, todo feito revestido de titânio. Outros projetos importantes são o Walt Disney Concert Hall no centro de Los Angeles, a Casa Dançante em Praga, República Tcheca, e sua residência particular, em Santa Mônica, California, os quais marcaram o início de sua carreira.

 

The Rasin Building, Praga, República Tcheca

 

Nascido em Toronto numa família judaica, Gehry mudou-se aos dezessete anos para Los Angeles, Califórnia, para depois se formar na Universidade da Califórnia em arquitetura. Estudou também planejamento urbano em Harvard. Atualmente vive em Los Angeles.

Em 2007 projectou e realizou no Walt Disney Concert Hall um palco desmontável inspirado numa taverna lisboeta, para a actuação da cantora portuguesa Mariza naquela sala. Foi a primeira vez que Frank trabalhou tão próximo de um artista ligado à música.

 

Venice Beach House – Venice, Califórnia

 

O Museu Guggenheim Bilbao, situado na cidade de Bilbao é um dos cinco museus pertencentes à Fundação Solomon R. Guggenheim no mundo. Projetado pelo arquiteto norte-americano Frank Gehry, é hoje um dos locais mais visitados da Espanha. Seu projeto foi parte de um esforço para revitalizar a cidade e hoje, recebe visitantes de todo o mundo.

 

 

Museu Guggeheim de Bilbao, Espanha

 

 

Sua construção iniciou em 1992, sendo concluído cinco anos mais tarde. Duas equipes, uma em Bilbao e outra em Los Angeles trabalharam conjuntamente na elaboração do projeto, que só foi possível graças ao uso de um software nos cálculos estruturais. Alguns especialistas questionavam a possibilidade de execução da obra, por causa de suas formas complexas.

Primeiramente foram feitos esboços e modelos do edifício. Depois, esses modelos foram escaneados e mapeados, e, com o auxílio do software, foram detalhados os cálculos da estrutura e os modelos virtuais em 3D das peças construtivas. Desse modo, foi possível erguer uma estrutura formada por curvas complexas e torcidas.

 

Hotel, Elciego, Espanha

 

Externamente, o museu é coberto por superfícies de titânio curvadas em vários pontos, que lembram escamas de um peixe, mostrando a influência das formas orgânicas presentes em muitos trabalhos de Gehry. Do átrio central, que tem 50 metros de altura e lembra uma flor cheia de curvas, partem passarelas para os três níveis de galerias. Visto do rio, o edifício parece ter a forma de um barco, homenageando a cidade portuária de Bilbao. 


Coop Himmelblau 

 

Coop Himmelb(l)au é uma empresa cooperativa de projetos arquitetônicos criada em 1968 e inicialmente localizada em Viena, Áustria. Atualmente mantém escritórios em Los Angeles, Estados Unidos da América e Guadalajara, México. O nome da empresa Himmelblau é traduzida do alemão para o português como ‘céu azul’, Himmelbau traduzido como ‘construção celestial’. O termo Coop no título é a abreviatura no mundo dos negócios para cooperativa.

Coop Himmelblau foi fundada por Wolf Prix, Helmut Swiczinsky e Michael Holzer e ganhou destaque internacional através de Peter Eisenman, Zaha Hadid, Frank Gehry e Daniel Libeskind com a exposição de 1988, "Deconstructivist Architecture" no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Seus trabalhos abrangem desde prédios comerciais até projetos residenciais.

 

 Dresden Ufa Cinema Center – Alemanha

 

Gasometer, Viena, Austria

 

A ampliação da sede da Academia de Belas Artes de Munique é o último projeto finalizado por Coop Himmelb(l)au, o estúdio fundado por Wolf Prix e Helmut Swiczinsky em 1968 com a intenção de criar uma arquitetura “com fantasia, tão etérea e variável como as nuvens”. O projeto consistiu na construção de uma extensão para este edifício, construído em 1876, e que carecia de dimensões adequadas para acolher suas necessidades atuais. Para Coop Himmelb(l)au, a proposta para o projeto implicou em que o edifício passasse fundamentalmente por uma renovação a nível conceitual.

 

Tuerme auf der Arteplage Biel der Expo


 Daniel Libeskind

 

Nasceu em 1946 em Lódz, Polônia. Filho de sobreviventes do holocausto, á um arquiteto naturalizado americano desde 1965. Foi aluno do Bronx High School of Science. Mora desde 1989 em Berlim.

Sua arquitetura usa linguagem de angulos imponentes, geometrias que se interligam, fragmentos, vazios e linhas picadas de forma exuberante.

Grande parte dos projetos de Daniel Libeskind constituu-se no trabalho de transformar fatos em arquitetura ao incorporar a memória sobre os acontecimentos mais traumáticos para a humanidade contemporânea, o Holocausto e o 11-S: a remodelação da Potsdamerplatz em Berlim, o Museu Judeu de Copenhague, a Casa Felix Nussbaum, o Imperial War Museum em Manchester, o memorial Memória e Luz em Pádua e a torre da Liberdade em Nova York.

Daniel Libeskind é o arquiteto que concebeu o estremecedor Museu Judeu de Berlim: o edifício que, transformando em lógica construtiva a música de Schönberg e uma planta baseada no traçado resultante da união dos pontos onde se localizavam antes da Segunda Guerra Mundial os lares de judeus em Berlim constrói uma materialização filosófica do estado psíquico da condição humana depois do Holocausto, induzindo nesse espaço a vivencia da percepção da própria ausência.

É o arquiteto que projetou duas torres que "reconquistarão o céu de Manhattan", alçando-se sobre as antes existentes, para restaurar o símbolo do cume espiritual da cidade, como um ícone da vitória da vida que expressasse a vitalidade dos nova-iorquinos frente ao perigo e ao otimismo depois da tragédia de 11 de setembro.

 

Ampliação do Museu de Arte de Denver, Denver, Estados Unidos. Fonte Studio Daniel Libeskind

 

“Nascido em 1946, com uma identidade da qual formam parte sua herança de judeu europeu e sua cidadania americana, na visão de Daniel Libeskind subjazeria ante todo um horizonte otimista que lhe leva a afirmar o papel ativo da arquitetura como expressão dos desejos da humanidade, para um futuro positivo. "A arquitetura é uma tradução da vida, do pulso de um tempo -insiste-. Necessita criar um espaço que esteja conectado a isto e que também proporcione um cenário para a atividade e a imaginação. Deve ser explorada com o corpo, deve ser algo que apele à mente".

 

museu judaico, berlim

 

Formou-se em Arquitetura em 1970, adquirindo uma sólida reputação como teórico antes de começar a construir. De todos os arquitetos que Philip Johnson apresentou em sua exposição sobre a Deconstrução em 1988, ("Eu só fui integrante dela, minha participação foi uma encomenda", diz hoje Libeskind) possivelmente a arquitetura dramática e complexa de Libeskind fosse a mais paradigmática daquele conceito filosófico que forçadamente Johnson quis traduzir em arquitetura, propondo uma saída à Arquitetura Moderna, obviando a recarregada Pós-modernidade, com aquele edifício torturado que espremia a geometria euclediana. A magnificência do sentido da obra arquitetônica que tão consistentemente Libeskind conseguiu conceituar e fazer matéria perceptível no Museu Judeu de Berlim, e com isso, a possibilidade de abrir um leito teórico que incorporasse a dimensão da essência emocional na arquitetura contemporânea – deveio gradualmente um discurso de intelectualismo dogmático e efetivamente ambíguo, talvez forçadamente romântico e superficialmente erudito, condenado a encalhar-se em si mesmo.

 

museu judaico, berlim

 

museu judaico, berlim

 

Libeskind estudou música e foi um pianista virtuoso, mas abandonou esta arte para ser arquiteto, ainda que alguns de seus desenhos tenham sido feitos sobre pentagramas. Parece falar a sensibilidade estética do músico quando afirma: "a arquitetura é algo mais que construir, primeiro deve construir nas profundidades do que esta é", uma idéia que recalca sua obsessão pela dimensão imaterial da arquitetura, por "ir mais além da realidade física com que está construída" que foi em detrimento do desenvolvimento de uma investigação sobre a essência de questões formais e materiais que equilibrasse, sustentasse e desse significado à sublimação poética da força espiritual da arquitetura contida em seu discurso e à sua ambição de transcender o presente.


Zaha Hadid

  

Nasceu em Bagdá, Iraque em 1950. Formou-se primeiramente em matemática e depois em arquitetura pela Architectural Association (AA) de Londres. No início da carreira, integrou o Office for Metropolitan Architecture (OMA), o que a levou de volta à AA, para lecionar juntamente com Rem Koolhaas e Elia Zenghelis.

Sua especialidade são projetos de desenho urbano, inspirados nas obras do pintor russo e idealizador do Suprematismo, Kazemir Malevich. Professora e pesquisadora, sua principal meta é unir no ensino, a pesquisa e a experiência.

 

Centro de Ciência em Wolfsburg, Alemanha

 

Pólo de Ciência de Cingapura

 

É considerada uma arquiteta da linha desconstrutivista. Em seus projetos questiona a função dos elementos arquitetônicos e envolve a questão sintática – o que é porta, o que é adorno, como deve ser utilizada a abertura. Seus projetos tem pretensão de causar impacto no observador e no usuário, é pensada como uma obra de arte, para ser vista e admirada, não é uma obra passiva, ela causa efeitos e emoções.

 

Rosenthal Center for Contemporary Art

 

Rosenthal Center for Contemporary Art

 

Zara Hadid não utiliza o conceito de arquitetura da forma tradicional, e sim basea-se em uma corrente filosófica. Na sua concepção a obra tem a função de mudar a postura do usuário, o local em que foi inserida, tem que desorientar. Porém, ao interferir no contexto urbano retomando seu papel simbólico como no passado.

 

Sede da BMW, Alemanha