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Monthly Archives: maio 2009


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beatriz brasil

Idelfonso Cerdá

Plano de Expansão de Barcelona

 

 

Idelfonso Cerdá (1815-1876) possuía formação em Engenharia com aprofundamento em sistema viário. Em 1854, propõe o plano para expansão da cidade de Barcelona, na Espanha onde defende a idéia de projetar ao máximo os limites da cidade. A concepção morfológica de seu plano é baseada na reforma de Paris, com avenidas largas.

 

Cerdá escreve o primeiro Tratado sobre Urbanização onde faz uma análise urbana da cidade. Neste Tratado, discorre sobre temas como a capacidade das edificações, o funcionamento viário, a circulação e a clareza do traçado.

 

Para o concurso do Plano de Barcelona, realiza estudo topográfico da área considerada para a expansão, idealiza esquema de urbanização com vegetação, leva em consideração o clima da região, dando início a esse tipo de estudo nos projetos urbanísticos. Na sua forma de pensar o urbanismo, preocupa-se em como pensar a cidade e no que pensar primeiro destacando conceitos fundamentais como: homogeneidade, coerência espacial, circulação, convívio social (enfatizando a preocupação com quem vai habitar a cidade) (diferente da reforma de Paris, onde a questão principal é a estética). Além desses aspectos, Cerdá realiza estudo de qualidade ambiental e adota traçado retilíneo.

 

O Plano para Barcelona foi colocado em prática e, essa é a primeira vez que aparece o termo ‘urbanização’.  Cerdá cria uma metodologia processual enfatizando aspectos relacionados à questão da coordenação dos aspectos espaciais e físicos, funcionalidade, destacando relações sociológicas, econômicas e administrativas da cidade; lembrando que vários fatores influenciam a cidade e isso define quais os que serviços deverão ser fornecidos. A partir desses aspectos, fez uma relação dos edifícios com o número de usuários (exemplo: hospital para tantas pessoas que moram perto do edifício). Esse aspecto de seu plano pode ser observado no Plano Piloto de Brasília, projetado por Lucio Costa. Nele existe a figura da Unidade de Vizinhança que configura exatamente este aspecto do Plano de Cerdá. Em relação à tipologia a ser adotada, Cerdá defende que deveria ter uma única fisionomia, com ocupação periférica do lote e o miolo sendo utilizado para jardins. Os edifícios deveriam ter sempre o mesmo gabarito de altura e chanfrados nas quinas.

 

 

A proposta multiplica a cidade em quase seis vezes. Cerdá adota traçado quadriculado, cria no centro uma grande diagonal que corta todo o tecido da cidade com uma avenida que tem quase seis vezes o tamanho do antigo núcleo. Não se preocupa em criar um centro administrativo, pois para ele, o território tem que ser homogêneo e todos os locais devem possuir o mesmo valor. Não concentra prédios públicos e administrativos, espalha por toda a cidade os edifícios destinados a essas funções, valorizando por igual os setores e bairros. “Congela” a cidade medieval e só prolonga a avenida ligando-a aos bairros novos projetados, descartando assim, qualquer tipo de demolição ou desapropriação do antigo núcleo, enfatizando a preservação do lugar.

 

 

Cria áreas de parques e permeia todo o plano por praças e parques. Cria uma grelha ortogonal definida em estruturas rígidas que se desenvolvem a partir de módulos quadrados (grelha 9×9 –com várias formas de ocupação), cria hierarquia de vias relacionando-as diretamente à tipologia habitacional, com limite de ocupação da quadrícula.

A circulação representa um meio fundamental de facilitar o contato e a relação entre pessoas e o quarteirão, produz uma ruptura formal com a ocupação periférica das quadras. A ocupação da superfície é definida a partir da habitação, que deve ocupar no máximo 2/3 da área do quarteirão, o restante do terreno deve ser ocupado apenas por jardins. Define duas formas de ocupação periférica do lote: em forma de L ou de U.

 

Ildefonso Cerdà, Plano para Barcelona, 1859. Ilha-tipo. Fonte TARRAGÓ CID, Salvador. Catálogo da exposição Cerdà

 

Entre 1876 e 1886 ocorre o desenvolvimento da expansão da cidade. A especulação imobiliária faz pressão e a quadrícula definida por Cerdá, passa a ser ocupada totalmente fugindo do plano inicial e descartando as áreas verdes internas, destinadas aos jardins.


 

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Arquitetura da Revolução

 

Chamada assim em função da época em que surgiu, período da Revolução Francesa, a Arquitetura da Revolução propôs uma nova linguagem arquitetônica. Seus principais teóricos e arquitetos foram Etienne-Louis Boullé (1728 – 1799) e Violet Ledoux (1736 – 1806).

A temática principal desta arquitetura foi baseada na racionalidade, no uso da forma pura, com adoção de figuras geométricas como o cubo, a esfera, a pirâmide e o cilindro e o uso dessas formas da maneira mais simples possível. Nos projetos, uma única forma compõe o edifício, definindo a racionalidade e buscando o simbolismo da natureza contido nas formas geométricas.

Esses arquitetos são os primeiros a utilizar as formas geométricas desta maneira, fazendo uma relação entre a arquitetura mística e a natureza. Para eles a arquitetura tem um significado diferenciado e neste pensamento, distanciam-se das concepções estabelecidas pelos arquitetos neo-clássicos da época.

Os arquitetos da Revolução são considerados arquitetos teóricos. Muitos de seus projetos ficaram apenas na prancheta, porém suas teorias baseadas na racionalidade foram bastante utilizadas no Movimento Moderno.

 

Etienne-Louis Boullé

Filho de arquiteto, cientista, historiador, historiador da arte, filósofo e com formação abrangente em outras áreas. Foi professor na Academia de Arquitetura e escreveu o livro “Ensaio sobre arte” onde discute o sentido da arquitetura e dá sua visão crítica sobre o neoclassicismo. Sua arquitetura tem as seguintes características:  monumentalidade com jogo de massas e volumes, luz e sombra, uso de plantas centralizadas, volumes regulares, superfícies lisas, poucas colunas. Os projetos teóricos de Boullé abrangeram vários usos. Igrejas, teatros, edifícios públicos, bibliotecas.

 

Memorial de Newton

 

Projeto da Igreja da Madeleine: a planta é em cruz com domo;

Projeto da Catedral Metropolitana (1781): planta com simetria bilateral, monumentalidade, trabalhando a luz como elemento do projeto;

 

Catedral Metropolitana

 

Hotel Alexandre, Paris (foi construído – 1763;

 

Violet Ledoux

Projeto do Hotel Paris (não construído):

Maison Guimard (realizado);

Postos fiscais em Paris;

Barriére do Trone (realizado), Paris;

Templo da Fonte da Vida (projeto teórico);

Casa do Guarda de Campo (projeto);

Casa do Lenhador (projeto);

Projeto para cidade industrial – Salina (foi parcialmente construído): “Salines des Chaux”, cidade operária projetada em forma de elípse,  referenciando o desenho que a terra faz em torno do sol, liga dois eixos, no centro foi projetada a fábrica, no restante da área foram dispostos os demais elementos que compõem a cidade como residências, escritórios, escolas, etc.


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Arquitetura da Escola de Chicago

 

Contexto histórico    Chicago, EUA,  1830. O núcleo urbano já existente surge após a conquista do território pelo exército americano em 1804.  A morfologia encontra-se disposta sobre uma malha quadriculada (tabuleiro de xadrez). Neste período surge o deslocamento vertical, o elevador e o sistema construtivo, adota o ferro como sistema estrutural (concreto se desenvolve paralelamente).

No início do séc. XIX (1830), o núcleo urbano foi construído sobre uma malha em tabuleiro de xadrez. Várias cidades americanas tiveram sua concepção baseada neste tipo de desenho urbano. Em 1871, um grande incêndio destrói praticamente toda a cidade de Chicago, as antigas construções em madeira são devastadas.  A cidade, que naquela época já constitui um grande centro financeiro e pólo industrial, investe na reconstrução, que ocorre entre os anos de 1880 e 1900.

Essa reformulação urbana transforma a cidade numa grande metrópole com edifícios para escritórios, grandes magazines, hotéis, adotando novas tecnologias construtivas e novos materiais nos projetos. Uma das inovações é a utilização de painéis de vidro como sistema de vedação.

 

A arquitetura que vai surgir

Na malha quase que inteira a ser construída, explode a especulação imobiliária. A idéia é ocupar o máximo do terreno e da altura. A volumetria cúbica toma conta da morfologia e a rigidez formal e volumétrica, produz edifícios com formas semelhantes que se diferenciam apenas pelos detalhes das fachadas.

Na arquitetura, o vidro e a estrutura são o foco de inovação. A fachada é o resultado da ‘ossatura’ da construção.  A arquitetura tem caráter unitário, principalmente no que diz respeito à utilização do material e adoção de uma nova linguagem e o surgimento da tipologia conhecida como arranha-céu. As várias indústrias de ferro existentes próximas à cidade favoreceram, e ampliaram nessa reconstrução. O esqueleto de aço com paredes de vidraças contínuas, e os elevadores hidráulicos ou elétricos, marcam a nova forma de projetar.

 

No pensamento do Movimento Moderno

A partir dessas tendências, sugue uma arquitetura tipo, e é o momento em que a arquitetura começa a introduzir uma linguagem nova, com utilização de novos materiais construtivos e novas tecnologias pioneiras.  A Escola de Chicago marca uma ruptura, baseando-se numa arquitetura nova, numa nova tipologia, numa arquitetura tipo, mesclada a um novo sistema estrutural onde a forma segue a função e é definida pela estrutura.

 

Arquitetos da Escola de Chicago

 

Richardson-Marshall Field

Whole sale Store (1885 – foi demolido posteriormente) – tipologia ligada ao neoclássico.

 

Le Baron Jenney

Sofreu influência da arquitetura e urbanismo de Paris. Em seu primeiro edifício para a cidade, projeta o primeiro pavimento como uma base, que se destaca do resto do edifício. Os demais pavimentos são tipo e a finalização apresenta entablamento.

Leiter Building (1879): neste projeto, faz menos referência ao clássico e utiliza linguagem mais racional. A estrutura começa a aparecer mais, o ferro é revestido por proteção contra incêndio, e a utilização do sistema pré-fabricado passa a ser mais evidenciado em função da rapidez e praticidade na construção.

 

William Le Baron Jenney – Chicago, 1879

 

William Le Baron Jenney – Ludington Building

 

Adler e Sullivan

Auditorium Building: o projeto apresenta volumetria que não faz referências à sua função.

Garanty Building: neste projeto surge o elemento ‘bay-window’ e é adotada a planta livre.

 

Adler and Sullivan – Auditorium Building, Chicago, 1887-89

 

Adler and Sullivan – Stock Exchange, Chicago, 1893-94

 

Burnham

Urbanista e arquiteto, faz o projeto urbano de reconstrução da cidade, utilizando a mesma linguagem.

 

Holabird

Projetou vários edifícios em Chicago, entre eles o Chicago Building e o Tacoma Building.

 

Holabird – Chicago Building, 1904

 


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Eric Owen Moss

 

Eric Owen Moss nasceu em Los Angeles, Califórnia, em 1943 onde tem escritório. Formou-se na Universidade da Califórnia em 1965 e aperfeiçoou seus estudos em Berkeley, formando-se pelo College of Environmental Design em 1968 e fazendo mestrado em Arquitetura na Universidade de Harvard, graduando-se em 1972.

Ao longo dos anos, Eric Owen Moss alcançou destaque através de seus projetos inovadores e tecnológicos. Um de seus trabalhos de maior destaque, foi a revitalização de uma área industrial de Culver City, na Califórnia, onde além de reintegrar o local à cidade, foi possível gerar empregos e dignidade à comunidade local. Em 2003 recebeu o prêmio Business Week Architectural Record Award por esse trabalho e pelo reconhecimento de seu trabalho com inovações tecnológicas e criatividade.

 

 

Culver City, Califórnia, EUA

 

 

Gateway Art Tower – Culver City, California

 

Em 1998 recebeu a medalha AIA/LA pelos seus projetos arquitetônicos e o prêmio de distinção em uso de tecnologia com aço, do American Institute of Architects. Atualmente é diretor do Southern Califórnia Institute of Architeture.

 

Perm Museum XXI – Perm, Russia

 

Republic Square – Almaty, Kazakhstan

 

Conjunctive Points Theater Complex – Culver City, California


Richard Meier

  

Nasceu em Newark, New Jersey, em 1934. Após ter se graduado em arquitetura na Cornell University, em Ithaca, New York (1953-57), Meier trabalhou para Davis, Brody, e Wisneiwski; para Skidmore, Owings and Merrill (SOM); e para Marcel Breuer (1957-63). Desde então exerce sua profissão independentemente em seu escritório em New York.

Foi professor convidado por diversas universidades em New England (1973) e arquiteto residente na Academia Americana em Roma (1972). Foi, junto com Peter Eisenman, Charles Gwathmey, John Hedjuck e Michael Graves um dos “New York Five”, um grupo que nos anos 60 e 70 foi chamado de “The Whites”, devido a suas fachadas modernistas brancas, limpas e sem adorno. Seu objetivo é ir além da teoria e referência histórica explorando espaços, formas, iluminação perseguindo um vigor arquitetônico. Influenciado por Le Corbusier compunha inicialmente uma estética expressiva com justaposição de elementos, numa organização hierárquica e axial através da transparência e repetição. Atualmente enfatiza que prefere edifícios todos brancos compondo um conjunto de formas Neo-Corbusianas ligadas por rampas e passarelas, exemplificados pelas elegantes mansões brancas.

 

Igreja e centro comunitário, Roma-Itália

 

Richard Meier já recebeu quase todas as honras que se tem para receber em uma carreira de sucesso como arquiteto, incluindo o Prêmio Brunner do Instituto Nacional de Letras e Artes (1972), medalha de ouro na American Institute of Architects (1988) e o Prêmio Pritzker em 1984, aos 49 anos de idade, sendo o mais novo arquiteto a recebê-lo.

Após se graduar, Richard Meier viajou pela Europa e teve a oportunidade de conhecer Le Corbusier. Essa prematura admiração pelo mestre suíço talvez justifique as freqüentes comparações que foram feitas entre as obras dos dois arquitetos.

 

City Hall & Library, Haia

 

Museum of Decorative Arts – Frankfurt, Alemanha – 1981-1984

 

“Obviamente, eu não poderia criar meus edifícios sem conhecer nem amar as obras de Le Corbusier. Le Corbusier exerceu uma grande influência sobre meu modo de criar o espaço.

Frank Lloyd Wright foi um grande arquiteto, e eu não poderia ter feito a casa dos meus pais como eu fiz, sem ter sofrido influência da Casa da Cascata. Todos nós somos influenciados por Le Corbusier, Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto e Mier Van der Rohe. Mas não menos que por Bramante, Barromini e Bernini. Arquitetura é uma tradição, uma longa continuidade. Se quebramos com as tradições ou reforçamos estas tradições, ainda somos ligados ao passado.Nós evoluímos.” (Richard Meier).

 

Atheneum

 

Smith House – Connecticut, 1965 – 1967

 

Entre 1958 e 1963, Meier trabalhou em vários escritórios de arquitetura. No ano de 1964 inicia suas atividades pedagógicas na Cooper Union, onde permaneceu por muitos anos.  Nesse mesmo ano recebeu o prêmio Arquitetura Record pelo desenho de residências.

Em 1975 foi convidado para ser professor de arquitetura na Universidade de Yale, mais um de seus numerosos cargos docentes. A partir daí, participou do concurso para o Museu de Artes Decorativas de Frankfurt do qual é vendedor. Em 1983, recebeu o prêmio Brunner Memorial Prize da Academia Americana e Instituto de Artes e Letras. Em 1984, recebe o Pritzker Prize. Apesar de seu prestígio, maior ainda na Europa, só recentemente Meier foi "descoberto" pela ilha onde vive e trabalha: em breve, duas torres residenciais, por ele desenhadas, serão inauguradas em Manhattan, bem na beira do Rio Hudson.

 

Richard Meier & Partners – 2007 – Edifício residencial, Nova York

 

Richard Meier é considerado um arquiteto da transparência. Sua fórmula é utilizar uma paisagem natural fantástica e instalar nesta, um cubo branco de vidro. Desenvolveu uma linguagem arquitetônica moderna, formada por uma trilogia: o branco (sua cor preferida), um módulo (o quadrado) e uma constante preferência pela luz natural. Proporciona através de seus projetos uma perfeita integração entre o interior e o exterior, interagindo com a natureza.           “Branco nunca é somente branco, é sempre transformado pela luz, a qual está sempre mudando, o céu, as nuvens, o sol e a lua”. (Richard Meier)

A Casa Meier foi um de seus primeiros projetos desenhado para seus pais. Outro exemplo de seu começo é o estúdio e apartamento de Frank Stella. A estreita amizade com a artista influenciou consideravelmente suas idéias estéticas. Stella tinha uma tendência à arte minimalista que desenvolveu-se nos EUA durante a década de 50 e só usava as formas geométricas mais simples. O caráter impessoal desse gênero é  visto como reação a emotividade do expressionismo abstrato. Essa tendência minimalista pode ser percebida nas obras de Richard Meier.


Mario Botta

 

Nasceu no cantão do Ticino, Suíça, em 1943, e formou-se pelo Instituto Universitário de Arquitetura de Veneza em 1969. Desde o início de sua atividade profissional tem escritório próprio em Lugano.

Em 1970, despertou a atenção internacional com projetos que contrapunham escala e orçamento modestos a forte monumentalidade. Tem obras construídas em diversos países, entre os quais Japão (Galeria de Arte Watari-um, 1990), EUA (Museu de Arte Moderna de São Francisco, 1994), Itália (usina de tratamento de detritos Thermoselect, 1991), França (catedral de Evry, 1995) e Suíça – sobretudo em Ticino, cuja paisagem exibe, entre as várias casas, igrejas e edifícios residenciais e comerciais projetados por ele, o prédio que abriga seu próprio escritório (1990).

 

 

SFMOMA – San Francisco, California – 1995

Objeto de numerosas publicações e de exposições em Paris (Centro Georges Pompidou, 1895), Nova York (Museu de Arte Moderna, 1986) e Berlim (Galeria Nacional, 1987), entre outras cidades, seu trabalho pôde ser conhecido pelos brasileiros ainda no início da década de 80, em mostras na UFMG (1981) e nos IABs do Rio de Janeiro (1982) e São Paulo (1983). Detentor do Chicago Architecture Award (1986) e do Prix Cica (1990 e 1993).

Igreja, Italia – 1994-2004

Monumento das Américas em Santa Cruz De La Sierra, Bolivia

Bank for International Settlements, in Basel, Switzerland

 

“A arquitetura é uma construção histórica. É o resultado de uma reflexão sobre diversos fatores do passado, do presente e do futuro. Nesse sentido o regionalismo crítico, como nenhuma outra corrente arquitetônica, ignora o que já foi feito e sim interpreta e crítica, positiva ou negativamente seus antecessores.

Podemos notar em várias obras de arquitetos regionalistas elementos herdados do movimento moderno, apesar da crítica que estes colocam em relação à internacionalização da arquitetura como uma produção homogênea e desenraizada das características próprias de cada cultura. Assim, os regionalistas buscam valorizar e perpetuar através de sua arquitetura os valores essenciais da história de cada local, aguçando a memória cultural dos povos que muito se perdeu ao longo do processo de globalização.

 

 

Casa em Riva San Vitale, Ticino, Suíça – 1971-1973

 

Sob esse foco, o "saber interpretar os novos sonhos e desejos do ser humano" colocado no discurso de Mario Botta está mais ligado às novas soluções construtivas proporcionadas pelo desenvolvimento tecnológico do que pela rendição da arquitetura a sociedade de consumo. Para os regionalistas o concreto armado, os novos materiais, as novas possibilidades estruturais – vinculados muito mais a uma produção industrial baseada na idéia da renovação, do descartável e do consumo em massa – estão a favor da construção do espaço que atende à essência humana, idéia que se constrói respeitando-se a cultura, a memória e a história de cada lugar, e que portanto não pode ser transformada em uma arquitetura de efeito como tantos outros "produtos" que abastecem a vida contemporânea.” 


Frank Gehry

  

Frank Owen Gehry, nascido Ephraim Owen Goldberg (Toronto, 28 de fevereiro de 1929) é um arquiteto canadense, naturalizado estado-unidense, ganhador do Pritzker Prize, que equivale ao Nobel da arquitetura. 

Gehry conhecido pelo seu design arrojado na arquitetura, repleto de estruturas curvas, geralmente em metal. Seus projetos, implantados em diferentes cidades do mundo, tornaram-se atrações turísticas e incluem residências, museus e sedes de empresas. Sua obra mais famosa é o Museu Guggenheim Bilbao, em Bilbao, Espanha, todo feito revestido de titânio. Outros projetos importantes são o Walt Disney Concert Hall no centro de Los Angeles, a Casa Dançante em Praga, República Tcheca, e sua residência particular, em Santa Mônica, California, os quais marcaram o início de sua carreira.

 

The Rasin Building, Praga, República Tcheca

 

Nascido em Toronto numa família judaica, Gehry mudou-se aos dezessete anos para Los Angeles, Califórnia, para depois se formar na Universidade da Califórnia em arquitetura. Estudou também planejamento urbano em Harvard. Atualmente vive em Los Angeles.

Em 2007 projectou e realizou no Walt Disney Concert Hall um palco desmontável inspirado numa taverna lisboeta, para a actuação da cantora portuguesa Mariza naquela sala. Foi a primeira vez que Frank trabalhou tão próximo de um artista ligado à música.

 

Venice Beach House – Venice, Califórnia

 

O Museu Guggenheim Bilbao, situado na cidade de Bilbao é um dos cinco museus pertencentes à Fundação Solomon R. Guggenheim no mundo. Projetado pelo arquiteto norte-americano Frank Gehry, é hoje um dos locais mais visitados da Espanha. Seu projeto foi parte de um esforço para revitalizar a cidade e hoje, recebe visitantes de todo o mundo.

 

 

Museu Guggeheim de Bilbao, Espanha

 

 

Sua construção iniciou em 1992, sendo concluído cinco anos mais tarde. Duas equipes, uma em Bilbao e outra em Los Angeles trabalharam conjuntamente na elaboração do projeto, que só foi possível graças ao uso de um software nos cálculos estruturais. Alguns especialistas questionavam a possibilidade de execução da obra, por causa de suas formas complexas.

Primeiramente foram feitos esboços e modelos do edifício. Depois, esses modelos foram escaneados e mapeados, e, com o auxílio do software, foram detalhados os cálculos da estrutura e os modelos virtuais em 3D das peças construtivas. Desse modo, foi possível erguer uma estrutura formada por curvas complexas e torcidas.

 

Hotel, Elciego, Espanha

 

Externamente, o museu é coberto por superfícies de titânio curvadas em vários pontos, que lembram escamas de um peixe, mostrando a influência das formas orgânicas presentes em muitos trabalhos de Gehry. Do átrio central, que tem 50 metros de altura e lembra uma flor cheia de curvas, partem passarelas para os três níveis de galerias. Visto do rio, o edifício parece ter a forma de um barco, homenageando a cidade portuária de Bilbao. 


Coop Himmelblau 

 

Coop Himmelb(l)au é uma empresa cooperativa de projetos arquitetônicos criada em 1968 e inicialmente localizada em Viena, Áustria. Atualmente mantém escritórios em Los Angeles, Estados Unidos da América e Guadalajara, México. O nome da empresa Himmelblau é traduzida do alemão para o português como ‘céu azul’, Himmelbau traduzido como ‘construção celestial’. O termo Coop no título é a abreviatura no mundo dos negócios para cooperativa.

Coop Himmelblau foi fundada por Wolf Prix, Helmut Swiczinsky e Michael Holzer e ganhou destaque internacional através de Peter Eisenman, Zaha Hadid, Frank Gehry e Daniel Libeskind com a exposição de 1988, "Deconstructivist Architecture" no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Seus trabalhos abrangem desde prédios comerciais até projetos residenciais.

 

 Dresden Ufa Cinema Center – Alemanha

 

Gasometer, Viena, Austria

 

A ampliação da sede da Academia de Belas Artes de Munique é o último projeto finalizado por Coop Himmelb(l)au, o estúdio fundado por Wolf Prix e Helmut Swiczinsky em 1968 com a intenção de criar uma arquitetura “com fantasia, tão etérea e variável como as nuvens”. O projeto consistiu na construção de uma extensão para este edifício, construído em 1876, e que carecia de dimensões adequadas para acolher suas necessidades atuais. Para Coop Himmelb(l)au, a proposta para o projeto implicou em que o edifício passasse fundamentalmente por uma renovação a nível conceitual.

 

Tuerme auf der Arteplage Biel der Expo


 Daniel Libeskind

 

Nasceu em 1946 em Lódz, Polônia. Filho de sobreviventes do holocausto, á um arquiteto naturalizado americano desde 1965. Foi aluno do Bronx High School of Science. Mora desde 1989 em Berlim.

Sua arquitetura usa linguagem de angulos imponentes, geometrias que se interligam, fragmentos, vazios e linhas picadas de forma exuberante.

Grande parte dos projetos de Daniel Libeskind constituu-se no trabalho de transformar fatos em arquitetura ao incorporar a memória sobre os acontecimentos mais traumáticos para a humanidade contemporânea, o Holocausto e o 11-S: a remodelação da Potsdamerplatz em Berlim, o Museu Judeu de Copenhague, a Casa Felix Nussbaum, o Imperial War Museum em Manchester, o memorial Memória e Luz em Pádua e a torre da Liberdade em Nova York.

Daniel Libeskind é o arquiteto que concebeu o estremecedor Museu Judeu de Berlim: o edifício que, transformando em lógica construtiva a música de Schönberg e uma planta baseada no traçado resultante da união dos pontos onde se localizavam antes da Segunda Guerra Mundial os lares de judeus em Berlim constrói uma materialização filosófica do estado psíquico da condição humana depois do Holocausto, induzindo nesse espaço a vivencia da percepção da própria ausência.

É o arquiteto que projetou duas torres que "reconquistarão o céu de Manhattan", alçando-se sobre as antes existentes, para restaurar o símbolo do cume espiritual da cidade, como um ícone da vitória da vida que expressasse a vitalidade dos nova-iorquinos frente ao perigo e ao otimismo depois da tragédia de 11 de setembro.

 

Ampliação do Museu de Arte de Denver, Denver, Estados Unidos. Fonte Studio Daniel Libeskind

 

“Nascido em 1946, com uma identidade da qual formam parte sua herança de judeu europeu e sua cidadania americana, na visão de Daniel Libeskind subjazeria ante todo um horizonte otimista que lhe leva a afirmar o papel ativo da arquitetura como expressão dos desejos da humanidade, para um futuro positivo. "A arquitetura é uma tradução da vida, do pulso de um tempo -insiste-. Necessita criar um espaço que esteja conectado a isto e que também proporcione um cenário para a atividade e a imaginação. Deve ser explorada com o corpo, deve ser algo que apele à mente".

 

museu judaico, berlim

 

Formou-se em Arquitetura em 1970, adquirindo uma sólida reputação como teórico antes de começar a construir. De todos os arquitetos que Philip Johnson apresentou em sua exposição sobre a Deconstrução em 1988, ("Eu só fui integrante dela, minha participação foi uma encomenda", diz hoje Libeskind) possivelmente a arquitetura dramática e complexa de Libeskind fosse a mais paradigmática daquele conceito filosófico que forçadamente Johnson quis traduzir em arquitetura, propondo uma saída à Arquitetura Moderna, obviando a recarregada Pós-modernidade, com aquele edifício torturado que espremia a geometria euclediana. A magnificência do sentido da obra arquitetônica que tão consistentemente Libeskind conseguiu conceituar e fazer matéria perceptível no Museu Judeu de Berlim, e com isso, a possibilidade de abrir um leito teórico que incorporasse a dimensão da essência emocional na arquitetura contemporânea – deveio gradualmente um discurso de intelectualismo dogmático e efetivamente ambíguo, talvez forçadamente romântico e superficialmente erudito, condenado a encalhar-se em si mesmo.

 

museu judaico, berlim

 

museu judaico, berlim

 

Libeskind estudou música e foi um pianista virtuoso, mas abandonou esta arte para ser arquiteto, ainda que alguns de seus desenhos tenham sido feitos sobre pentagramas. Parece falar a sensibilidade estética do músico quando afirma: "a arquitetura é algo mais que construir, primeiro deve construir nas profundidades do que esta é", uma idéia que recalca sua obsessão pela dimensão imaterial da arquitetura, por "ir mais além da realidade física com que está construída" que foi em detrimento do desenvolvimento de uma investigação sobre a essência de questões formais e materiais que equilibrasse, sustentasse e desse significado à sublimação poética da força espiritual da arquitetura contida em seu discurso e à sua ambição de transcender o presente.


Zaha Hadid

  

Nasceu em Bagdá, Iraque em 1950. Formou-se primeiramente em matemática e depois em arquitetura pela Architectural Association (AA) de Londres. No início da carreira, integrou o Office for Metropolitan Architecture (OMA), o que a levou de volta à AA, para lecionar juntamente com Rem Koolhaas e Elia Zenghelis.

Sua especialidade são projetos de desenho urbano, inspirados nas obras do pintor russo e idealizador do Suprematismo, Kazemir Malevich. Professora e pesquisadora, sua principal meta é unir no ensino, a pesquisa e a experiência.

 

Centro de Ciência em Wolfsburg, Alemanha

 

Pólo de Ciência de Cingapura

 

É considerada uma arquiteta da linha desconstrutivista. Em seus projetos questiona a função dos elementos arquitetônicos e envolve a questão sintática – o que é porta, o que é adorno, como deve ser utilizada a abertura. Seus projetos tem pretensão de causar impacto no observador e no usuário, é pensada como uma obra de arte, para ser vista e admirada, não é uma obra passiva, ela causa efeitos e emoções.

 

Rosenthal Center for Contemporary Art

 

Rosenthal Center for Contemporary Art

 

Zara Hadid não utiliza o conceito de arquitetura da forma tradicional, e sim basea-se em uma corrente filosófica. Na sua concepção a obra tem a função de mudar a postura do usuário, o local em que foi inserida, tem que desorientar. Porém, ao interferir no contexto urbano retomando seu papel simbólico como no passado.

 

Sede da BMW, Alemanha