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 Pavilhão de Portugal na Expo98

Álvaro Siza

 

Alameda dos Oceanos, 1990 Lisboa, Portugal

Coordenadas: 38.766151 -9.095017

1994-1998

 

texto: Pedro Rosário – arquiteto, Lisboa

 

 Edificado frente à Doca dos Olivais no Parque das Nações, o Pavilhão foi o edifício que abrigou a representação portuguesa na Exposição Mundial de 1998 (Expo’98).

 

imagem enviada por Pedro Rosário

 

Projetado pelo Arquiteto Álvaro Siza Vieira (com a colaboração de Eduardo Souto de Moura) o Pavilhão de Portugal contrasta com os edifícios mais próximos por possuir uma volumetria discreta, marcada pela horizontalidade.

Para responder a um dos requisitos programáticos que previa um vasto espaço exterior destinado a cerimónias oficiais, Siza Vieira desenhou uma impressionante pala de betão suspensa sobre praça, tornando-a no elemento mais emblemático desta obra.

 

 

 

Pavilhão de Portugal – Alvaro Siza – Parque das Nações, Lisboa, Portugal – fotos: beatriz brasil, 2008.


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Musée d’Orsay na Gare d’Orsay, Paris

A Gare d’Orsay, uma das maiores estações de trem de Paris situada no centro e construída em apenas três anos, entrou em funcionamento em 1900, na mesma época da Exposição Universal. O arquiteto, Victor Laloux (1850-1937), tinha escondido a moderna construção de ferro e vidro desta gigantesca estação por detrás de uma luxuosa fachada histórica de pedra. Já os seus contemporâneos, pensavam antes num ‘Palácio de Belas Artes”, quando se aproximavam da Gare d’Orsay. A conversão da estação num museu, acordada em 1979, salvou a estação que, parada há 40 anos, estava condenada a ser demolida e, de uma forma única, seguiu  sua linguagem arquitetônica eclética. A reconstrução exigiu o dobro do tempo da inauguração com uma exposição de arte do século XIX  na sua multiplicidade. Pintura, escultura, artes decorativas, fotografia e arquitetura possibilitaram a exposição de uma época artística que reagia à revolução industrial de uma maneira altamente produtiva e interiormente dilacerada.

O salão grande com uma avenida de esculturas

No salão monumental da estação estão expostos numa ala central trabalhos plásticos da década de 50 do século XIX. Nas salas anexas ao museu, estão expostas pinturas produzidas na mesma época. No piso superior e no piso intermediário continua a exposição cronológica das obras de arte: a arte figurativa acadêmica e o impressionismo, as esculturas monumentais do Segundo Império e a obra de Rodin e Maillol estão lado a lado e ao mesmo nível. Desta forma, proporciona-se aos visitantes um olhar sobre os temas e técnicas da época de uma maneira direta e explícita. Mas torna-se, sobretudo, perceptível a inovação dos artistas modernos perante o seu pano de fundo histórico.

Musée d’Orsay, Paris – foto beatriz brasil 2008

Algumas obras no Musée d’Orsay

Gustave Courbet (1819-1877) – Enterro em Ornans, 1849/50

Jean-Baptiste Carpeaux (1827-1875) – Ugolino e os seus filhos, 1862

Thomas Couture (1815-1879) – Romanos na Idade da Decadência, 1847

Édouard Manet (1832-1883) – Almoço na Relva, 1863

Edgar Degas (1834-1917) – A Pequena Bailarina de Catorze Anos – escultura, 1880/81

Musée d’Orsay, Paris – foto beatriz brasil 2008

Pierre-Auguste Renoir (1841-1919) – O Moinho de la Galette, 1876

Musée d’Orsay, Paris – foto beatriz brasil 2008

Claude Monet (1840-1926) – A Catedral de Rouen – Harmonia em Azul e Dourado, 1893 e Harmonia em Cinzento, 1892

Musée d’Orsay, Paris – foto beatriz brasil 2008

Vincent van Gogh (1853-1890) – O Quarto de Van Gogh em Arles, 1889

Musée d’Orsay, Paris – foto beatriz brasil 2008

Paul Cézanne (1839-1906) – A Ponte de Maincy, 1879/80

Paul Gauguin (1848-1903) – Mulheres do Taiti (na praia), 1891

Musée d’Orsay, Paris – foto beatriz brasil 2008

Georges Seurat (1859-1891) – O Circo, 1891

Musée d’Orsay, Paris – foto beatriz brasil 2008

fonte do texto: Paris – Arte e Arquitetura. Martina Padberg. 2008, edição em portugues. www.ullmann-publishing.com.

fotos: beatriz brasil 2008.



Musée Picasso no Hôtel Salé, Marais, Paris

O Hôtel Salé é um dos palacetes mais bonitos que se conservam no Marais. Foi construído entre 1656 e 1661 para Pierre-Aubert de Fontenay, o coletor do Imposto do Sal, daí sua denominação (“palácio salgado”). O arquiteto Jean Bouiller de Bourges desenhou para o seu cliente e para a mulher, Marie Chastelain, um amplo conjunto arquitetônico com pátio de honra, um edifício principal com uma fachada monumental, confinada com edifícios anexos. Especialmente imponente é a escadaria, ornamentada por Martin Desjardins, com suntuosas esculturas. Por cima da coluna coríntia encontram-se medalhões com os bustos dos casais de monarcas mais famosos da Antiguidade Clássica. Os tondos de Atlante estão encaixilhados e os seus gestos fazem lembrar uma pintura de Michelangelo. O teto foi minuciosamente trabalhado com baixos-relevos de grinaldas, espirais, anjinhos e máscaras em estuque. Deparamo-nos por toda parte com as iniciais entrelaçadas dos primeiros proprietários, Aubert e sua mulher. O embaixador veneziano residiu a partir de 1671 no grande edifício. Depois deste, chegaram e partiram muitos proprietários; o palácio foi confiscado durante a Revolução e, em 1815, foi transformado em instituição de ensino para rapazes. Honoré de Balzac (1799-1850) fez seu último ano de escola ali e reteve as suas memórias no romance Les Petis Bourgeois. Em 1962, a cidade comprou o palácio, entretanto já bastante degradado e transformou-o no Musée Picasso, após um restauro completo (1976-1979).

Musée Picasso, Hôtel Salé, Paris – fachadas principal e posterior – fotos beatriz brasil 2008

A Coleção    A última mulher de Picasso, Jacqueline, morreu em 1986, treze anos depois do marido. Para se defenderem do imposto sucessório, os herdeiros doaram ao Estado francês cerca de 250 quadros, 160 esculturas, inúmeras folhas e cadernos com desenhos, bem como baixos-relevos e cerâmicas. A doação incluía a coleção privada de Picasso, obras de Braque, Cézanne, Matisse, e de outros, com os quais o artista mandara fazer uma exposição pública. Esta coleção pode ser vista em diferentes salas no primeiro e no segundo andares. Graças a aquisições adicionais, o Musée Picasso apresenta atualmente um mostra muito completa da obra de um dos maiores artistas do século XX. Através de uma visita organizada cronologicamente, revela-se ao visitante uma obra que abrange a fase tardia do artista, marcada por uma grande força criativa e uma evolução constante. O Hôtel Salé, de estilo barroco, condiz bem com a arte dos modernos – quanto mais não seja, pela arquitetura de interiores de Roland Simounet, cujas rampas, terraços e partes das divisões parecem uma transposição arquitetônica do Cubismo. O mobiliário de formas puristas, da autoria de Diego Giacometti, especialmente os lustres frágeis, remete para a linguagem formal, reservada e prazenteira de Picasso.

Musée Picasso, Hôtel Salé, Marais – Paris – foto beatriz brasil 2008

escadaria do Mussé Picasso – foto beatriz brasil

Obras que podem ser vistas no Musée Picasso, Hôtel Salé

Pablo Picasso (1881-1973) – Auto-retrato, 1901 – óleo sobre tela

Pablo Picasso – Natureza morta com cadeira empalhada, 1912 – óleo e tela encerada sobre tela, cordel

Pablo Picasso – Nu Grande com Cadeira Vermelha, 1929 – óleo sobre tela

Pablo Picasso – Retrato de Marie-Thérèse, 1937 – óleo sobre tela

Pablo Picasso – Retrato de Dora Maar, 1937 – óleo sobre tela

Pablo Picasso – Nadadores, 1956 – bronze, altura entre 136cm e 226cm

"Oa Nadadores", esculturas – Pablo Picasso – Mussé Picasso – Hôtel Salé, Paris – foto beatriz brasil 2008

crédito das fotos: beatriz brasil

texto reproduzido do livro: Paris – Arte e Arquitetura – Martina Padberg. Edição em portugues, 2008. Ed. Ullmann. www.ullmann-publishing.com




Será que é loucura? Será que estou ficando doida de pedra e de vez?

Pode ser. Poderia ser e deveria, seria mais fácil, mais compreensível agir como louca. Bancar a doidinha e fingir que é normal. Acho que só de estar escrevendo aqui, a essa hora da noite, já é uma tremenda doideira.

Quem sabe já estou lá, no auge da minha loucura inconsciente, tomando consciência da minha loucura.

Talvez já fosse louca há muito tempo. Provavelmente. Certamente.

Sempre me achei doida, mas todos me acham tão normal… séria, responsável, equilibrada, consciente, segura, forte. Sou mesmo…  procuro ser. Preciso ser assim pra controlar minha emoção. Sempre controlei. Sempre fiz a opção – razão ou emoção.

Razão. Péssima escolha. Sem sal e sem sentido, mas dando um sentido a tudo.

 

 

Nem tudo tem que ter sentido. Cansei de dar sentido a tudo.

Nem tudo precisa estar dentro dos “padrões” de normalidade.

 
 
Emoção não combina com normalidade e normalidade combina com água morna.
Preciso ser surpreendida.
Necessito.
Necessito da música no meu ouvido,
do sol na minha pele,
do beijo na minha boca,
da mão no meu cabelo.
Preciso do ar, pra sentir os cheiros.
Dos cheiros pra lembrar das horas.
Das horas pra pensar nos sonhos e dos sonhos pra viver a vida.
Preciso surpreender a vida pra que ela não fique morna como a água.
BeatrizBrasil, 2007
 
 


“Meu pescoço se enruga.
Imagino que seja
de mover a cabeça
para observar a vida.
E se enrugam as mãos
cansadas dos seus gestos.
E as pálpebras
apertadas no sol.
Só da boca não sei
o sentido das rugas
se dos sorrisos tantos
ou de trancar os dentes
sobre caladas coisas.”

 

Marina Colassanti



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beatriz brasil

Idelfonso Cerdá

Plano de Expansão de Barcelona

 

 

Idelfonso Cerdá (1815-1876) possuía formação em Engenharia com aprofundamento em sistema viário. Em 1854, propõe o plano para expansão da cidade de Barcelona, na Espanha onde defende a idéia de projetar ao máximo os limites da cidade. A concepção morfológica de seu plano é baseada na reforma de Paris, com avenidas largas.

 

Cerdá escreve o primeiro Tratado sobre Urbanização onde faz uma análise urbana da cidade. Neste Tratado, discorre sobre temas como a capacidade das edificações, o funcionamento viário, a circulação e a clareza do traçado.

 

Para o concurso do Plano de Barcelona, realiza estudo topográfico da área considerada para a expansão, idealiza esquema de urbanização com vegetação, leva em consideração o clima da região, dando início a esse tipo de estudo nos projetos urbanísticos. Na sua forma de pensar o urbanismo, preocupa-se em como pensar a cidade e no que pensar primeiro destacando conceitos fundamentais como: homogeneidade, coerência espacial, circulação, convívio social (enfatizando a preocupação com quem vai habitar a cidade) (diferente da reforma de Paris, onde a questão principal é a estética). Além desses aspectos, Cerdá realiza estudo de qualidade ambiental e adota traçado retilíneo.

 

O Plano para Barcelona foi colocado em prática e, essa é a primeira vez que aparece o termo ‘urbanização’.  Cerdá cria uma metodologia processual enfatizando aspectos relacionados à questão da coordenação dos aspectos espaciais e físicos, funcionalidade, destacando relações sociológicas, econômicas e administrativas da cidade; lembrando que vários fatores influenciam a cidade e isso define quais os que serviços deverão ser fornecidos. A partir desses aspectos, fez uma relação dos edifícios com o número de usuários (exemplo: hospital para tantas pessoas que moram perto do edifício). Esse aspecto de seu plano pode ser observado no Plano Piloto de Brasília, projetado por Lucio Costa. Nele existe a figura da Unidade de Vizinhança que configura exatamente este aspecto do Plano de Cerdá. Em relação à tipologia a ser adotada, Cerdá defende que deveria ter uma única fisionomia, com ocupação periférica do lote e o miolo sendo utilizado para jardins. Os edifícios deveriam ter sempre o mesmo gabarito de altura e chanfrados nas quinas.

 

 

A proposta multiplica a cidade em quase seis vezes. Cerdá adota traçado quadriculado, cria no centro uma grande diagonal que corta todo o tecido da cidade com uma avenida que tem quase seis vezes o tamanho do antigo núcleo. Não se preocupa em criar um centro administrativo, pois para ele, o território tem que ser homogêneo e todos os locais devem possuir o mesmo valor. Não concentra prédios públicos e administrativos, espalha por toda a cidade os edifícios destinados a essas funções, valorizando por igual os setores e bairros. “Congela” a cidade medieval e só prolonga a avenida ligando-a aos bairros novos projetados, descartando assim, qualquer tipo de demolição ou desapropriação do antigo núcleo, enfatizando a preservação do lugar.

 

 

Cria áreas de parques e permeia todo o plano por praças e parques. Cria uma grelha ortogonal definida em estruturas rígidas que se desenvolvem a partir de módulos quadrados (grelha 9×9 –com várias formas de ocupação), cria hierarquia de vias relacionando-as diretamente à tipologia habitacional, com limite de ocupação da quadrícula.

A circulação representa um meio fundamental de facilitar o contato e a relação entre pessoas e o quarteirão, produz uma ruptura formal com a ocupação periférica das quadras. A ocupação da superfície é definida a partir da habitação, que deve ocupar no máximo 2/3 da área do quarteirão, o restante do terreno deve ser ocupado apenas por jardins. Define duas formas de ocupação periférica do lote: em forma de L ou de U.

 

Ildefonso Cerdà, Plano para Barcelona, 1859. Ilha-tipo. Fonte TARRAGÓ CID, Salvador. Catálogo da exposição Cerdà

 

Entre 1876 e 1886 ocorre o desenvolvimento da expansão da cidade. A especulação imobiliária faz pressão e a quadrícula definida por Cerdá, passa a ser ocupada totalmente fugindo do plano inicial e descartando as áreas verdes internas, destinadas aos jardins.


 

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Arquitetura da Revolução

 

Chamada assim em função da época em que surgiu, período da Revolução Francesa, a Arquitetura da Revolução propôs uma nova linguagem arquitetônica. Seus principais teóricos e arquitetos foram Etienne-Louis Boullé (1728 – 1799) e Violet Ledoux (1736 – 1806).

A temática principal desta arquitetura foi baseada na racionalidade, no uso da forma pura, com adoção de figuras geométricas como o cubo, a esfera, a pirâmide e o cilindro e o uso dessas formas da maneira mais simples possível. Nos projetos, uma única forma compõe o edifício, definindo a racionalidade e buscando o simbolismo da natureza contido nas formas geométricas.

Esses arquitetos são os primeiros a utilizar as formas geométricas desta maneira, fazendo uma relação entre a arquitetura mística e a natureza. Para eles a arquitetura tem um significado diferenciado e neste pensamento, distanciam-se das concepções estabelecidas pelos arquitetos neo-clássicos da época.

Os arquitetos da Revolução são considerados arquitetos teóricos. Muitos de seus projetos ficaram apenas na prancheta, porém suas teorias baseadas na racionalidade foram bastante utilizadas no Movimento Moderno.

 

Etienne-Louis Boullé

Filho de arquiteto, cientista, historiador, historiador da arte, filósofo e com formação abrangente em outras áreas. Foi professor na Academia de Arquitetura e escreveu o livro “Ensaio sobre arte” onde discute o sentido da arquitetura e dá sua visão crítica sobre o neoclassicismo. Sua arquitetura tem as seguintes características:  monumentalidade com jogo de massas e volumes, luz e sombra, uso de plantas centralizadas, volumes regulares, superfícies lisas, poucas colunas. Os projetos teóricos de Boullé abrangeram vários usos. Igrejas, teatros, edifícios públicos, bibliotecas.

 

Memorial de Newton

 

Projeto da Igreja da Madeleine: a planta é em cruz com domo;

Projeto da Catedral Metropolitana (1781): planta com simetria bilateral, monumentalidade, trabalhando a luz como elemento do projeto;

 

Catedral Metropolitana

 

Hotel Alexandre, Paris (foi construído – 1763;

 

Violet Ledoux

Projeto do Hotel Paris (não construído):

Maison Guimard (realizado);

Postos fiscais em Paris;

Barriére do Trone (realizado), Paris;

Templo da Fonte da Vida (projeto teórico);

Casa do Guarda de Campo (projeto);

Casa do Lenhador (projeto);

Projeto para cidade industrial – Salina (foi parcialmente construído): “Salines des Chaux”, cidade operária projetada em forma de elípse,  referenciando o desenho que a terra faz em torno do sol, liga dois eixos, no centro foi projetada a fábrica, no restante da área foram dispostos os demais elementos que compõem a cidade como residências, escritórios, escolas, etc.


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Arquitetura da Escola de Chicago

 

Contexto histórico    Chicago, EUA,  1830. O núcleo urbano já existente surge após a conquista do território pelo exército americano em 1804.  A morfologia encontra-se disposta sobre uma malha quadriculada (tabuleiro de xadrez). Neste período surge o deslocamento vertical, o elevador e o sistema construtivo, adota o ferro como sistema estrutural (concreto se desenvolve paralelamente).

No início do séc. XIX (1830), o núcleo urbano foi construído sobre uma malha em tabuleiro de xadrez. Várias cidades americanas tiveram sua concepção baseada neste tipo de desenho urbano. Em 1871, um grande incêndio destrói praticamente toda a cidade de Chicago, as antigas construções em madeira são devastadas.  A cidade, que naquela época já constitui um grande centro financeiro e pólo industrial, investe na reconstrução, que ocorre entre os anos de 1880 e 1900.

Essa reformulação urbana transforma a cidade numa grande metrópole com edifícios para escritórios, grandes magazines, hotéis, adotando novas tecnologias construtivas e novos materiais nos projetos. Uma das inovações é a utilização de painéis de vidro como sistema de vedação.

 

A arquitetura que vai surgir

Na malha quase que inteira a ser construída, explode a especulação imobiliária. A idéia é ocupar o máximo do terreno e da altura. A volumetria cúbica toma conta da morfologia e a rigidez formal e volumétrica, produz edifícios com formas semelhantes que se diferenciam apenas pelos detalhes das fachadas.

Na arquitetura, o vidro e a estrutura são o foco de inovação. A fachada é o resultado da ‘ossatura’ da construção.  A arquitetura tem caráter unitário, principalmente no que diz respeito à utilização do material e adoção de uma nova linguagem e o surgimento da tipologia conhecida como arranha-céu. As várias indústrias de ferro existentes próximas à cidade favoreceram, e ampliaram nessa reconstrução. O esqueleto de aço com paredes de vidraças contínuas, e os elevadores hidráulicos ou elétricos, marcam a nova forma de projetar.

 

No pensamento do Movimento Moderno

A partir dessas tendências, sugue uma arquitetura tipo, e é o momento em que a arquitetura começa a introduzir uma linguagem nova, com utilização de novos materiais construtivos e novas tecnologias pioneiras.  A Escola de Chicago marca uma ruptura, baseando-se numa arquitetura nova, numa nova tipologia, numa arquitetura tipo, mesclada a um novo sistema estrutural onde a forma segue a função e é definida pela estrutura.

 

Arquitetos da Escola de Chicago

 

Richardson-Marshall Field

Whole sale Store (1885 – foi demolido posteriormente) – tipologia ligada ao neoclássico.

 

Le Baron Jenney

Sofreu influência da arquitetura e urbanismo de Paris. Em seu primeiro edifício para a cidade, projeta o primeiro pavimento como uma base, que se destaca do resto do edifício. Os demais pavimentos são tipo e a finalização apresenta entablamento.

Leiter Building (1879): neste projeto, faz menos referência ao clássico e utiliza linguagem mais racional. A estrutura começa a aparecer mais, o ferro é revestido por proteção contra incêndio, e a utilização do sistema pré-fabricado passa a ser mais evidenciado em função da rapidez e praticidade na construção.

 

William Le Baron Jenney – Chicago, 1879

 

William Le Baron Jenney – Ludington Building

 

Adler e Sullivan

Auditorium Building: o projeto apresenta volumetria que não faz referências à sua função.

Garanty Building: neste projeto surge o elemento ‘bay-window’ e é adotada a planta livre.

 

Adler and Sullivan – Auditorium Building, Chicago, 1887-89

 

Adler and Sullivan – Stock Exchange, Chicago, 1893-94

 

Burnham

Urbanista e arquiteto, faz o projeto urbano de reconstrução da cidade, utilizando a mesma linguagem.

 

Holabird

Projetou vários edifícios em Chicago, entre eles o Chicago Building e o Tacoma Building.

 

Holabird – Chicago Building, 1904

 


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Eric Owen Moss

 

Eric Owen Moss nasceu em Los Angeles, Califórnia, em 1943 onde tem escritório. Formou-se na Universidade da Califórnia em 1965 e aperfeiçoou seus estudos em Berkeley, formando-se pelo College of Environmental Design em 1968 e fazendo mestrado em Arquitetura na Universidade de Harvard, graduando-se em 1972.

Ao longo dos anos, Eric Owen Moss alcançou destaque através de seus projetos inovadores e tecnológicos. Um de seus trabalhos de maior destaque, foi a revitalização de uma área industrial de Culver City, na Califórnia, onde além de reintegrar o local à cidade, foi possível gerar empregos e dignidade à comunidade local. Em 2003 recebeu o prêmio Business Week Architectural Record Award por esse trabalho e pelo reconhecimento de seu trabalho com inovações tecnológicas e criatividade.

 

 

Culver City, Califórnia, EUA

 

 

Gateway Art Tower – Culver City, California

 

Em 1998 recebeu a medalha AIA/LA pelos seus projetos arquitetônicos e o prêmio de distinção em uso de tecnologia com aço, do American Institute of Architects. Atualmente é diretor do Southern Califórnia Institute of Architeture.

 

Perm Museum XXI – Perm, Russia

 

Republic Square – Almaty, Kazakhstan

 

Conjunctive Points Theater Complex – Culver City, California


Richard Meier

  

Nasceu em Newark, New Jersey, em 1934. Após ter se graduado em arquitetura na Cornell University, em Ithaca, New York (1953-57), Meier trabalhou para Davis, Brody, e Wisneiwski; para Skidmore, Owings and Merrill (SOM); e para Marcel Breuer (1957-63). Desde então exerce sua profissão independentemente em seu escritório em New York.

Foi professor convidado por diversas universidades em New England (1973) e arquiteto residente na Academia Americana em Roma (1972). Foi, junto com Peter Eisenman, Charles Gwathmey, John Hedjuck e Michael Graves um dos “New York Five”, um grupo que nos anos 60 e 70 foi chamado de “The Whites”, devido a suas fachadas modernistas brancas, limpas e sem adorno. Seu objetivo é ir além da teoria e referência histórica explorando espaços, formas, iluminação perseguindo um vigor arquitetônico. Influenciado por Le Corbusier compunha inicialmente uma estética expressiva com justaposição de elementos, numa organização hierárquica e axial através da transparência e repetição. Atualmente enfatiza que prefere edifícios todos brancos compondo um conjunto de formas Neo-Corbusianas ligadas por rampas e passarelas, exemplificados pelas elegantes mansões brancas.

 

Igreja e centro comunitário, Roma-Itália

 

Richard Meier já recebeu quase todas as honras que se tem para receber em uma carreira de sucesso como arquiteto, incluindo o Prêmio Brunner do Instituto Nacional de Letras e Artes (1972), medalha de ouro na American Institute of Architects (1988) e o Prêmio Pritzker em 1984, aos 49 anos de idade, sendo o mais novo arquiteto a recebê-lo.

Após se graduar, Richard Meier viajou pela Europa e teve a oportunidade de conhecer Le Corbusier. Essa prematura admiração pelo mestre suíço talvez justifique as freqüentes comparações que foram feitas entre as obras dos dois arquitetos.

 

City Hall & Library, Haia

 

Museum of Decorative Arts – Frankfurt, Alemanha – 1981-1984

 

“Obviamente, eu não poderia criar meus edifícios sem conhecer nem amar as obras de Le Corbusier. Le Corbusier exerceu uma grande influência sobre meu modo de criar o espaço.

Frank Lloyd Wright foi um grande arquiteto, e eu não poderia ter feito a casa dos meus pais como eu fiz, sem ter sofrido influência da Casa da Cascata. Todos nós somos influenciados por Le Corbusier, Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto e Mier Van der Rohe. Mas não menos que por Bramante, Barromini e Bernini. Arquitetura é uma tradição, uma longa continuidade. Se quebramos com as tradições ou reforçamos estas tradições, ainda somos ligados ao passado.Nós evoluímos.” (Richard Meier).

 

Atheneum

 

Smith House – Connecticut, 1965 – 1967

 

Entre 1958 e 1963, Meier trabalhou em vários escritórios de arquitetura. No ano de 1964 inicia suas atividades pedagógicas na Cooper Union, onde permaneceu por muitos anos.  Nesse mesmo ano recebeu o prêmio Arquitetura Record pelo desenho de residências.

Em 1975 foi convidado para ser professor de arquitetura na Universidade de Yale, mais um de seus numerosos cargos docentes. A partir daí, participou do concurso para o Museu de Artes Decorativas de Frankfurt do qual é vendedor. Em 1983, recebeu o prêmio Brunner Memorial Prize da Academia Americana e Instituto de Artes e Letras. Em 1984, recebe o Pritzker Prize. Apesar de seu prestígio, maior ainda na Europa, só recentemente Meier foi "descoberto" pela ilha onde vive e trabalha: em breve, duas torres residenciais, por ele desenhadas, serão inauguradas em Manhattan, bem na beira do Rio Hudson.

 

Richard Meier & Partners – 2007 – Edifício residencial, Nova York

 

Richard Meier é considerado um arquiteto da transparência. Sua fórmula é utilizar uma paisagem natural fantástica e instalar nesta, um cubo branco de vidro. Desenvolveu uma linguagem arquitetônica moderna, formada por uma trilogia: o branco (sua cor preferida), um módulo (o quadrado) e uma constante preferência pela luz natural. Proporciona através de seus projetos uma perfeita integração entre o interior e o exterior, interagindo com a natureza.           “Branco nunca é somente branco, é sempre transformado pela luz, a qual está sempre mudando, o céu, as nuvens, o sol e a lua”. (Richard Meier)

A Casa Meier foi um de seus primeiros projetos desenhado para seus pais. Outro exemplo de seu começo é o estúdio e apartamento de Frank Stella. A estreita amizade com a artista influenciou consideravelmente suas idéias estéticas. Stella tinha uma tendência à arte minimalista que desenvolveu-se nos EUA durante a década de 50 e só usava as formas geométricas mais simples. O caráter impessoal desse gênero é  visto como reação a emotividade do expressionismo abstrato. Essa tendência minimalista pode ser percebida nas obras de Richard Meier.