Skip navigation


EXPOSIÇÕES INDUSTRIAIS OU UNIVERSAIS

 

As Exposições Industriais ou Universais, surgiram após a Revolução Industrial com o intuito de divulgar os produtos industrializados produzidos na época, visando  que a população os aceitasse melhor e percebece que poderiam ser utilizados na construção da mesma forma como eram usados os materiais tradicionais. Foi uma forma de convencer o cliente; qualquer país podia montar um estande para divulgar seus produtos, suas tecnologias. Este período, introduziu uma nova linguagem na arquitetura e o marco foi 1851, quando ocorreu a primeira exposição na Inglaterra – nela foi construído o Palácio de Cristal (a Inglaterra foi o primeiro país a se industrializar); constroem um grande pavilhão todo em ferro que constitui um edifício de fácil construção que podia ser desmontado posteriormente; consultaram Joseph Paxton, especialista em construção de estufas. Paxton projeta o Palácio onde foi feita a primeira exposição. Esta construção influenciou a arquitetura industrial. O palácio era todo construído em ferro fundido, de forma estrutural.

 

Palácio de Cristal (Joseph Paxton): esta construção consomiu 1/3 do ferro produzido na Inglaterra na época; o projeto reproduziu o gótico (elementos do gótico), sempre com a mesma modulação; a planta era simétrica; foi construído em 17 semanas e utilizou 1/3 da produção de vidro anual da Inglaterra; inaugurou o sistema de construções pré-fabricadas; tinha leveza por meio dos pilares feitos de ferro, mais finos do que seriam numa construção convencional em função do material usado (tecnologia); ocorre o desenvolvimento da treliça (desenho das estruturas em ferro).

A partir das Exposições Universais, surge uma nova linguagem arquitetônica e de uso de materiais; grandes estruturas são feitas; ocorrem ocupações de grandes áreas para estas construções; a linguagem é associada ao neoclássico, os elementos greco-romanos são usados de forma decorativa.

 

Exposições de 1887: construção da Torre Eiffel (Gustave Eiffel); construída no Parque da exposição universal de 1889.

 

 

 

A LINGUAGEM DO FERRO    Esta linguagem começa a ser desenvolvida nas pontes e é um sistema construtivo que permanece até a modernidade; utiliza sistema trilíptico e arco; chega ao séc. XIX usando os mesmos sistemas, apenas utilizando materiais como novos como o ferro.

O ferro é utilizado também nas coberturas: galerias – Passagem do Cairo – 1799 (ligavam as fachadas, cobrindo as ruas formando as ruas formando galerias – surgimento de comércio de rua), Passagem Panorama – 1800 (Paris), Passagem Miré – Princês, Galerie Vivienne – 1823, Galeria Viltorio Emanuele (Milão). Em bibliotecas: Biblioteca de Saint Geneviève – 1836, projeto de Henri Labruste – desenvolvem estrutura de pilares de ferro sobre base de alvenaria para aumentar o pé direito; mistura nas paredes laterais estrutura de arco neoclássico ao ferro; preocupação em decorar; fachada em pedra neoclássica, marcada. Biblioteca Nacional – 1855, projeto de Henri Labruste – cria uma série de cúpulas com iluminação zenital, formadas com estrutura de ferro e vidro; preocupação com a decoração; pilares de ferro com base de tijolos; uso de elementos clássicos.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: