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Movimento Historicista

 

O Movimento Historicista visava a reforma global nas artes, buscando uma linguagem única na arquitetura, pintura e escultura. O Movimento baseava-se em valores antigos, no movimento romântico, buscando um ideal. Seus integrantes inspiraram-se na comunidade medieval, onde os artesãos eram conhecidos e conviviam entre si. Para o grupo de integrava o Movimento, a Revolução Industrial transformou o espaço da cidade de forma negativa, valorizando mais os operários das fábricas dos que os antigos artesãos.

 

Seu surgimento se dá na Inglaterra em 1840 e o Movimento perdura até 1920.  Elegendo o período Gótico como tema para suas criações, os historicistas tentam fazer um retorno a linguagem usada, tentando recuperá-la. A produção feita por eles é denominada de neogótico ou rival gótico. Nos projetos eram definidos o programa de necessidades e depois desenvolvido o projeto arquitetônico. Esses projetos podem ser lidos através da fachada, o que coloca em segundo plano a forma. Consiste numa adaptação do gótico para o horizontal.

 

William Morris é seu principal representante e lança o Movimento Arts and Crafts. Fez projetos em conjunto com Philip Webb que envolveram tanto arquitetura quanto decoração. Morris é contra a industrialização, é idealista. Ao fundar o Movimento ARTS AND CRAFTS, passou a defender a questão do artesanato.

Sua obra de maior destaque é a Red House. Neste projeto a leitura da planta é feita através da fachada. Sua planta é funcional, tem programa de necessidades e volumetria. Além desses aspectos, todos os elementos internos foram concebidos em estilo neogótico – vitrais, arcos ogivais e móveis. Foram também idealizados por Morris, tecidos e papéis de parede para a residência.

 

 

 

Os antecessores de William Morris

 

Viollet-le-Duc (1814 – 1879) – França: divulgou o revival gótico na França (somente a linguagem): não tinha preocupação com questões sociais, trabalhistas, etc; defendeu o uso do ferro, do vidro, o uso de máquinas valorizando a linguagem gótica; escreveu dicionário de arquitetura; desenvolveu vários edifícios; defendeu arquitetura racionalista; não estava preocupado com decoração mas queria adotar uma nova linguagem arquitetônica, limpar as fachadas.

 

John Ruskin (1819 – 1900): teve influência direta sobre William Morris; escreveu “As sete lâmpadas da arquitetura” onde descreveu a relação da arquitetura com o ornamento, com a decoração; sua arquitetura era extremamente decorada com trabalhos artesanais; neste período, os arquitetos começaram a defender a funcionalidade através do programa de necessidades.

 

Augustus Pugin: foi um dos primeiros a utilizar o estilo neogótico; defendeu o gótico em todos os aspectos – contraste entre as técnicas já existentes e as medievais; iniciou a preocupação com a decoração interna do edifício, sempre pensando na questão do artesão. Seus projetos: Hospedaria de St. John, onde utilizou linguagem e técnicas tradicionais (pedra, madeira, aberturas condizentes com o material utilizado); reforma do Parlamento inglês – torres, pontaletes, desenho das esquadrias/programa horizontal X verticalidade do gótico.

 

Thomas Carlyle: criticou Pugin; foi um dos teóricos mais importantes para a classe operária; criticou a indústria e reforçou as idéias dos historicistas.

 


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