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Será que é loucura? Será que estou ficando doida de pedra e de vez?

Pode ser. Poderia ser e deveria, seria mais fácil, mais compreensível agir como louca. Bancar a doidinha e fingir que é normal. Acho que só de estar escrevendo aqui, a essa hora da noite, já é uma tremenda doideira.

Quem sabe já estou lá, no auge da minha loucura inconsciente, tomando consciência da minha loucura.

Talvez já fosse louca há muito tempo. Provavelmente. Certamente.

Sempre me achei doida, mas todos me acham tão normal… séria, responsável, equilibrada, consciente, segura, forte. Sou mesmo…  procuro ser. Preciso ser assim pra controlar minha emoção. Sempre controlei. Sempre fiz a opção – razão ou emoção.

Razão. Péssima escolha. Sem sal e sem sentido, mas dando um sentido a tudo.

 

 

Nem tudo tem que ter sentido. Cansei de dar sentido a tudo.

Nem tudo precisa estar dentro dos “padrões” de normalidade.

 
 
Emoção não combina com normalidade e normalidade combina com água morna.
Preciso ser surpreendida.
Necessito.
Necessito da música no meu ouvido,
do sol na minha pele,
do beijo na minha boca,
da mão no meu cabelo.
Preciso do ar, pra sentir os cheiros.
Dos cheiros pra lembrar das horas.
Das horas pra pensar nos sonhos e dos sonhos pra viver a vida.
Preciso surpreender a vida pra que ela não fique morna como a água.
BeatrizBrasil, 2007
 
 

3 Comments

  1. A tua voz recordou-me um mundoabandonado há muitoum mundo onde as papoulas sorriamonde os cravos se erguiampara glória dos campos.JOSÉ BAÇÃO LEAL ( 1942 – 1965 )


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