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 Daniel Libeskind

 

Nasceu em 1946 em Lódz, Polônia. Filho de sobreviventes do holocausto, á um arquiteto naturalizado americano desde 1965. Foi aluno do Bronx High School of Science. Mora desde 1989 em Berlim.

Sua arquitetura usa linguagem de angulos imponentes, geometrias que se interligam, fragmentos, vazios e linhas picadas de forma exuberante.

Grande parte dos projetos de Daniel Libeskind constituu-se no trabalho de transformar fatos em arquitetura ao incorporar a memória sobre os acontecimentos mais traumáticos para a humanidade contemporânea, o Holocausto e o 11-S: a remodelação da Potsdamerplatz em Berlim, o Museu Judeu de Copenhague, a Casa Felix Nussbaum, o Imperial War Museum em Manchester, o memorial Memória e Luz em Pádua e a torre da Liberdade em Nova York.

Daniel Libeskind é o arquiteto que concebeu o estremecedor Museu Judeu de Berlim: o edifício que, transformando em lógica construtiva a música de Schönberg e uma planta baseada no traçado resultante da união dos pontos onde se localizavam antes da Segunda Guerra Mundial os lares de judeus em Berlim constrói uma materialização filosófica do estado psíquico da condição humana depois do Holocausto, induzindo nesse espaço a vivencia da percepção da própria ausência.

É o arquiteto que projetou duas torres que "reconquistarão o céu de Manhattan", alçando-se sobre as antes existentes, para restaurar o símbolo do cume espiritual da cidade, como um ícone da vitória da vida que expressasse a vitalidade dos nova-iorquinos frente ao perigo e ao otimismo depois da tragédia de 11 de setembro.

 

Ampliação do Museu de Arte de Denver, Denver, Estados Unidos. Fonte Studio Daniel Libeskind

 

“Nascido em 1946, com uma identidade da qual formam parte sua herança de judeu europeu e sua cidadania americana, na visão de Daniel Libeskind subjazeria ante todo um horizonte otimista que lhe leva a afirmar o papel ativo da arquitetura como expressão dos desejos da humanidade, para um futuro positivo. "A arquitetura é uma tradução da vida, do pulso de um tempo -insiste-. Necessita criar um espaço que esteja conectado a isto e que também proporcione um cenário para a atividade e a imaginação. Deve ser explorada com o corpo, deve ser algo que apele à mente".

 

museu judaico, berlim

 

Formou-se em Arquitetura em 1970, adquirindo uma sólida reputação como teórico antes de começar a construir. De todos os arquitetos que Philip Johnson apresentou em sua exposição sobre a Deconstrução em 1988, ("Eu só fui integrante dela, minha participação foi uma encomenda", diz hoje Libeskind) possivelmente a arquitetura dramática e complexa de Libeskind fosse a mais paradigmática daquele conceito filosófico que forçadamente Johnson quis traduzir em arquitetura, propondo uma saída à Arquitetura Moderna, obviando a recarregada Pós-modernidade, com aquele edifício torturado que espremia a geometria euclediana. A magnificência do sentido da obra arquitetônica que tão consistentemente Libeskind conseguiu conceituar e fazer matéria perceptível no Museu Judeu de Berlim, e com isso, a possibilidade de abrir um leito teórico que incorporasse a dimensão da essência emocional na arquitetura contemporânea – deveio gradualmente um discurso de intelectualismo dogmático e efetivamente ambíguo, talvez forçadamente romântico e superficialmente erudito, condenado a encalhar-se em si mesmo.

 

museu judaico, berlim

 

museu judaico, berlim

 

Libeskind estudou música e foi um pianista virtuoso, mas abandonou esta arte para ser arquiteto, ainda que alguns de seus desenhos tenham sido feitos sobre pentagramas. Parece falar a sensibilidade estética do músico quando afirma: "a arquitetura é algo mais que construir, primeiro deve construir nas profundidades do que esta é", uma idéia que recalca sua obsessão pela dimensão imaterial da arquitetura, por "ir mais além da realidade física com que está construída" que foi em detrimento do desenvolvimento de uma investigação sobre a essência de questões formais e materiais que equilibrasse, sustentasse e desse significado à sublimação poética da força espiritual da arquitetura contida em seu discurso e à sua ambição de transcender o presente.

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