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Salvador, Bahia

Cidades coloniais, o barroco no Brasil

 

Fundada em 1549, Salvador foi erguida sobre uma colina, repetindo a tradição portuguesa de implantação de cidades. Sendo a primeira capital do Brasil, absorvia duas funções: a de porto de apoio às rotas do Oriente e a de grande centro de exportação de açúcar.

A partir dessas necessidades, surgiu uma cidade dividida em dois níveis. Acima, no alto da colina, estabeleceu-se a Cidade Alta, contando com as igrejas, os edifícios públicos e os grandes sobrados dos senhores de engenho e exportadores. Abaixo, na faixa litorânea, estendeu-se a Cidade Baixa onde se situavam os casarios mais simples.

Salvador foi escolhida como sede do governo devido à sua excelente localização geográfica e estratégica posição econômica, tornando-se principal porto de carga e descarga de mercadorias do Nordeste.

A cidade, até 1763 foi caracterizada pela concentração da fidalguia portuguesa, do alto clero e dos magistrados que administravam a Colônia. Os lucros do açúcar incentivaram a construção de uns poucos edifícios oficiais e religiosos, e luxuosas residências. Essas, em forma de sobrados geminados de três ou quatro pavimentos, começaram a ser erguidas no século XVII.

O Solar dos Sete Candeeiros e o Paço do Saldanha são exemplos deste tipo de edificação.  Igrejas foram construídas desde os primeiros anos. A de Nossa Senhora da Conceição da Praia, junto ao porto, na faixa litorânea; a da Ajuda, na Cidade Alta, que funcionou como matriz e como igreja dos jesuítas, antes da construção da Sé e da igreja do colégio dos padres da Companhia de Jesus. A Sé, edificada depois da chegada do bispo Fernandes Sardinha, foi iniciada por Tomé de Souza e assim descrita por Mem de Sá, em 1570: “Fiz a Sé dessa cidade de pedra e cal, com três naves e de boa grandura”.

Os casarios com arquitetura mais rebuscada foram constituídos de sobrados que desembocavam na praia, ou Cidade Baixa. Sete calçadas levavam até a Cidade Alta. Nesta parte da cidade foram erguidos vários edifícios nobres, conventos e igrejas bastante ricas. Existiam três praças: a Praça Nova da Piedade, onde os regimentos faziam exercícios militares, a Praça do Palácio, em torno da qual se concentrava a residência de governadores, a Casa da Moeda, a Câmara, a Cadeia, o Paço da Relação, o corpo da Guarda Principal, casas particulares e seis ruas que se comunicavam com toda a cidade. A terceira praça era a do Terreiro de Jesus, cercada pelo colégio e pela igreja dos jesuítas, a igreja da Ordem Terceira de São Domingos, a igreja da Irmandade dos Clérigos de São Pedro e várias casas ao longo das sete ruas que aí desembocavam.

Em volta desse centro da cidade encontrava-se o bairro de São Bento, planície cortada por ruas largas onde se tinham estabelecido belas residências e algumas igrejas. Também o bairro da Praia, onde se estabeleceram comerciantes e o bairro de Santo Antonio, menos importante.

Em 1790, já existia a preocupação de alguns com a forma construtiva das casas sobre os morros. Todas eram feias de tijolo, sobre pilares do mesmo material.

 

Praça do Cruzeiro, cidade alta, Salvador – Bahia – Brasil – foto beatriz brasil, 1996.

 

O pelourinho        O melhor ponto para a construção de uma “cidade fortaleza”, foi o local que hoje conhecemos como Pelourinho. Sendo a parte mais alta da cidade, em frente ao porto, perto do comércio e naturalmente fortificada pela grande depressão existente que forma uma muralha de quase noventa metros de altura, por quinze quilômetros de extensão, facilitou a defesa de qualquer ameaça vinda do mar.

Em poucos anos foram construídos uma série de casarões e sobrados na parte superior da muralha, todas inspiradas na arquitetura barroca portuguesa. Para maior proteção, o acesso foi limitado por quatro portões.

Durante o século XVI e até o início do século XX, o Pelourinho foi o bairro da aristocracia de Salvador, senhores de engenho, políticos, grandes comerciantes, clero. Por ter sido o local de maior concentração desses poderes, é onde se encontram as mais ricas obras arquitetônicas barrocas da cidade.

 

Pelourinho, Salvador – Bahia – Brasil – foto beatriz brasil, 1996

 

Catedral Basílica       Foi construída no início do século XVII. É revestida interna e externamente de pedra e possui duas torres e abóbadas em madeira no teto. Na fachada, os nichos sobre as portas apresentam imagens de três santos jesuítas. No interior, as talhas dos altares contam a história da evolução dos estilos da arquitetura na Bahia. Está localizada no Terreiro de Jesus, Centro Histórico, Pelourinho.

 

Convento de São Francisco       O convento começou a ser construído em 1587 com a chegada dos primeiros franciscanos.  As obras da igreja iniciaram-se na metade do século XVIII. A fachada é barroca, assim como os painéis de azulejos portugueses, que reproduzem o nascimento de São Francisco. O interior é formado por talhas de madeira com os símbolos do barroco: folhas, pelicanos, flores, anjinhos. Essa talha foi moldada com ouro em pó. A nave central é cortada por outra menor, formando a cruz latina. As pinturas no teto, tem forma de estrelas, hexágonos e octógonos. Na sacristia, estão expostos dezoito painéis a óleo sobre a vida de São Francisco.  Os dois púlpitos laterais são talhados com folhas de videira, pássaros e frutos colhidos por meninos e recobertos de ouro. Está localizada no Terreiro de Jesus, Cidade Alta.

 

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco       Data de 1702. Apresenta fachada em pedra lavada e é o único exemplar no Brasil que remete ao barroco espanhol. O projeto é de Gabriel Ribeiro, considerado um dos introdutores do barroco no Brasil. No teto encontram-se pinturas criadas por Franco Velasco. Localizada no Terreiro de Jesus, Cidade Alta.

 

Igreja e Convento do Carmo       Este conjunto arquitetônico foi iniciado no século XVII e possui grande valor monumental. Compreende Igreja e Ordem Terceira. Localizados no Centro Histórico de Salvador, Cidade Alta.

 

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos       Foi iniciada nos primeiros anos do século XVIII pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos do Pelourinho. A fachada tem frontão e duas torres. Destaca-se em seu interior painéis de azulejos e três imagens do século XVIII, de N. S. do Rosário, Santo Antonio e São Benedito. Nos fundos localiza-se um antigo cemitério de escravos. Painel do teto de autoria de José Joaquim da Rocha. Localiza-se no Centro Histórico, Pelourinho.

 

Pelourinho, Salvador – Bahia – Brasil – à direita, Igreja de N.Sra. do Rosário dos Pretos – foto beatriz brasil, 1996

 

Igreja e Convento de Santa Teresa       O conjunto é de meados do século XVII e é considerado um dos mais importantes monumentos da arquitetura religiosa do período colonial brasileiro. Localiza-se no Centro de Salvador.

 

Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia        Foi erguida em 1739 com pedras de cantaria portuguesa. O teto em perspectiva foi pintado na Segunda metade do século XVIII e é considerado por especialistas o mais belo das igrejas brasileiras. Situa-se na Cidade Baixa.

 

Igreja da Ordem Terceira de São Domingos       Sua construção foi iniciada em 1731 e concluída seis anos depois. Sua planta é típica das igrejas do início do século XVIII, com corredores laterais e tribunas sobrepostas. O teto da nave tem composição ilusionista. Localiza-se no Centro Histórico.

 

Casarios do Centro Histórico, Pelourinho

 

 Pelourinho – Salvador – Bahia – Brasil – foto beatriz brasil, 1996

 

Igreja do Senhor do Bonfim       Foi concluída em 1772. A fachada é parcialmente coberta por azulejos brancos portugueses, e considerada rococó. Uma das relíquias da Igreja é a coleção de pinturas de José Theófilo, um dos principais artistas baianos do final do século XVIII. Está situada na Cidade Baixa.

 

Igreja do Senhor do Bonfim – Salvador, Bahia, Brasil – foto beatriz brasill

 

Bibliografia utilizada:

1.       Castro, Terezinha de. História da Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, CAPEMI Editora, 1982.

2.       Del Priori, Mary. O livro de ouro da história do Brasil/Mary Del Priori e Renato Venâncio. Rio de Janeiro; Ediouro, 2001.

3.       Montellato, Andrea Rodrigues Dias. História Temática: diversidade cultural e conflitos/Montellato, Cabrini, Catelli. São Paulo; Scipione, 2000.

4.       http://www.carlota.cesar.org.br

5.       http://www.itaucultural.com.br

6.       http://www.mercuri.com.br

7.       http://www.mre.gov.br

8.       http://www.portalolinda.interjornal.com.br

9.       http://www.turismoalagoas.hpg.ig.com.br

10.    fotos: beatriz Brasil

 

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