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Brasil colonial 

A partir do momento em que se estabelece domínio entre os povos, o conquistador procura colonizar a região impondo-se e enviando pessoas de sua própria população para o local conquistado. Na colonização do Brasil, não ocorreu de forma diferente.

Os portugueses instalaram em sua colônia na América, inicialmente, o sistema de Capitanias Hereditárias e mais tarde o de Governos-Gerais, numa tentativa de não perder as terras dominadas para os invasores estrangeiros.

Dominar significava também explorar as riquezas existentes nas terras da Colônia. Inicialmente, isso ocorreu através do escambo, principalmente do pau-brasil. A partir da Segunda metade do século XVI, começou a estruturar-se a base da sociedade colonial.

Assim, a forma encontrada para a colonização baseou-se no desenvolvimento de atividades econômicas que atraíssem habitantes da metrópole e ao mesmo tempo, proporcionassem lucro à Coroa Portuguesa.

A partir deste período a ocupação do imenso território deu-se por meio da exploração das terras em manifestações como as Entradas e Bandeiras – na busca do ouro e pedras preciosas, nas regiões da Minas e São Paulo, ou com o Ciclo do Açúcar, nas regiões do Nordeste – que gerou riquezas para Portugal e ao mesmo tempo transformou as cidades coloniais que precisavam atender às novas necessidades e, mostrar toda a sua riqueza.

Nessa época a maior parte da população ainda localizava-se na zona rural. Nas cidades realizava-se o comércio, instalava-se a administração pública. A grande propriedade rural, chamada de engenho, era o local onde os grandes senhores moravam com a família. Outro fator que contribuiu para a formação das cidades coloniais derivou da presença das ordens religiosas com missão de catequizar os habitantes. Em função de todos os aspectos acima citados, as cidades implantadas em vários pontos do território, tiveram enorme influência da arquitetura e do urbanismo português e algumas, ainda hoje, preservam o autêntico estilo barroco brasileiro.

 

O barroco no Brasil 

O estilo barroco chega ao Brasil com a colonização e pelos religiosos. Seu auge se deu no século XVIII, anos após o surgimento na Europa. No Brasil o estilo barroco abrangeu várias tendências, em especial as portuguesas, mas também: francesas, italianas e espanholas. Essa mistura foi acentuada nas oficinas, multiplicadas ao longo do século, onde os mestres portugueses uniram-se aos filhos de europeus nascidos no Brasil e seus descendentes caboclos e mulatos, realizando algumas das mais lindas obras do barroco brasileiro. O movimento atingiu seu apogeu artístico a partir de 1760, principalmente com a variação do rococó do barroco mineiro.

No transcorrer do século XVII a Igreja foi a principal patrocinadora da arte colonial. As ordens religiosas, Beneditinas, Franciscanas, Carmelitas e Jesuítas, instalaram-se no Brasil a partir de meados do século XVI e desenvolveram uma arquitetura religiosa tanto sóbria quanto monumental.

As primeiras manifestações do barroco no Brasil podem ser encontradas na arte missionária dos Sete Povos das Missões. A partir dessa arte, desenvolveu-se durante século e meio, um processo de síntese artística feito pelas mãos dos índios guaranis a partir de modelos europeus trazidos pelos padres missionários. Essas construções foram totalmente destruídas, restando apenas ruínas da missão de São Miguel, no Rio Grande do Sul.

A partir dos meados do século XVII, observam-se as primeiras manifestações do barroco no restante das cidades brasileiras, através das fachadas e frontões, mas especialmente pela decoração de algumas igrejas.

A maior parte das cidades coloniais brasileiras foi construída em locais altos e de difícil acesso. Surgiram principalmente nos morros, descendo suas ruas organicamente. O casario fazia sombra às vias estreitas e escuras, porém apresentava-se com uma enorme riqueza da expressão do barroco.

Algumas cidades ao longo de sua formação puderam contar com a demonstração da arte barroca através da arquitetura e da decoração de suas igrejas, dos casarios e traçados urbanos. Falaremos em outros textos, de cidades que apresentam essas características como: Salvador, no estado da Bahia, Penedo, no sul de Alagoas e Olinda, em Pernambuco, por se tratarem de cidades, que nos remetem a esse período da história, e que, além de apresentarem obras de alto valor artístico e arquitetônico mantêm até hoje o “clima” da época da colonização em seus núcleos históricos.

 

O traçado das cidades coloniais barrocas brasileiras       Segundo alguns historiadores, diferentemente da cultura urbanística portuguesa, no Brasil colônia foi adotado um traçado racional, porém  enfocando a funcionalidade.

Os elementos urbanos iniciais destas cidades tendem para o traçado urbano orgânico-funcional. As ruas eram estreitas, relacionando-se com pontos como a praça, a igreja, o comércio e os largos ou terreiros. Eram vias tortuosas e quase nunca com calçamento. As casas alinhavam-se em fileiras com pouca variação tipológica. As portas e as janelas seguidas criavam um sentido estético ao se colocarem sobre a topografia.

Do ponto de vista morfológico, esse princípio criou uma categoria única no urbanismo: a rua direta, isto é, a rua que “vai diretamente” de um ponto de interesse ao outro, desprezando-se o sentido geométrico em favor do funcional.

Os lotes eram dispostos de maneira a possibilitar que todos os edifícios tivessem fachada frontal. Essa característica resultou em terrenos de pouca frente e muito fundo, longos e estreitos.  As praças não eram espaços monumentais, e sim, espaços diferenciados. O caráter religioso das primeiras praças é evidente. Os adros das igrejas, os largos dos conventos e das capelas eram espaços de prestígio social e de configuração física mais monumental, mais expressiva.

  

Bibliografia utilizada:

1.       Castro, Terezinha de. História da Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, CAPEMI Editora, 1982.

2.       Del Priori, Mary. O livro de ouro da história do Brasil/Mary Del Priori e Renato Venâncio. Rio de Janeiro; Ediouro, 2001.

3.       Montellato, Andrea Rodrigues Dias. História Temática: diversidade cultural e conflitos/Montellato, Cabrini, Catelli. São Paulo; Scipione, 2000.

4.       http://www.carlota.cesar.org.br

5.       http://www.itaucultural.com.br

6.       http://www.mercuri.com.br

7.       http://www.mre.gov.br

8.       http://www.portalolinda.interjornal.com.br

9.       http://www.turismoalagoas.hpg.ig.com.br

10.    fotos: beatriz Brasil e Internet

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