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Le Corbusier  

 

Le Corbusier fez seu primeiro projeto aos 17 anos e sua forma de representar a arquitetura sempre foi através de croquis, destacando a importância do desenho.

Foi um dos principais arquitetos do movimento moderno, defendendo o uso de materiais simples e do ‘standard’ nos projetos arquitetônicos. Sua produção foi diferenciada em função da linguagem que adotou para projetar, introduzindo outro olhar na habitação e despertando o prazer de desfrutar do espaço arquitetônico.

Sua preocupação não era com o uso e sim com o aproveitamento do espaço produzido.

Em 1912, construiu a Villa Schob na Suíça. Neste projeto utilizou linguagem mais limpa, soltou os volumes, adotou simetria na planta que se insere dentro de um quadrado; projetou alguns terraços trazendo o exterior para dentro do edifício.

 

Le Corbusier viajou pela Itália, e nesta viagem pôde conhecer as grandes obras arquitetônicas antigas e a história da arquitetura, formando um novo olhar para o que é uma obra de arquitetura e de como o indivíduo deve interagir com ela. Durante a viagem visitou um convento e observou a forma de habitar dos monges. Em função disso, passou a questionar o porquê do indivíduo necessitar de tanto espaço para morar e começou a estudar a “célula mínima” ou seja a habitação mínima necessária para habitação. Em sua viagem para a Grécia, visitou o Pathernon e foi influenciado pela carga simbólica do templo que consiste num edifício que foi concebido para despertar os sentidos.

 

Fez estágio com o arquiteto Joseph Hoffman, mas não concordou com suas idéias e abandonou o escritório. Foi para a França e conheceu Tony Guarnier, ficando impressionado com suas idéias e sua linguagem arquitetônica simples e racional. Em Paris conheceu também o trabalho de Perret, arquiteto que também utilizava em seus projetos a linguagem racional.

 

Na Alemanha, Le Corbusier trabalhou com Peter Behrens e quando retornou à Paris introduziu sua linguagem arquitetônica moderna, tornando-se polêmico pelos textos que escreveu sobre seu conceito de arquitetura, onde defendeu seus princípios.

Seu primeiro projeto baseado nesses conceitos arquitetônicos é a Casa don-ino, de 1914.  A concepção arquitetônica desta casa baseava-se num “jogo de dominó”, era uma nova forma construtiva, calcada no ‘empilhamento’, onde o projeto poderia ser reduzido à pilar e viga, e o restante poderia ser preenchido – vedação. A adoção das vigas recuadas teve influência direta de Walter Gropius. Este é o SISTEMA DON-INO de Le Corbusier, que possibilitou a arquitetura independente do sistema construtivo, possibilitando colocação de painel livre e fechamento sem interrupção e que é trabalhada a partir do cubo.

 

Em 1921, Le Corbusier adotou esses mesmos princípios no projeto da Maison Citrohan em Paris. Neste projeto o arquiteto fez referência ao carro e utilizou o sistema don-ino mais uma vez. Adotou forma cúbica, o terraço como elemento arquitetônico, painéis brancos, escada sob pilotis, esquadrias livres das janelas (de canto a canto), liberando a forma arquitetônica. Este projeto fez parte da sua Fase PuristaOutro projeto desta fase é o da Maison Besnus onde o arquiteto organizou a fachada da casa de acordo com um traçado regulador, além de introduzir alguns volumes que sobressaem na fachada.

 

Le Corbusier introduziu através de sua teoria, os cinco Princípios Arquitetônicos. São eles:

 

. planta livre – que consiste numa planta sem pré-definição de ‘espaços’, onde só são projetados os pilares; a planta não precisa seguir a estrutura e conforma o espaço independentemente;

. teto-terraço – para Le Corbuiser, o telhado era um espaço arquitetônico desperdiçado, em função disso, o arquiteto criou uma laje que se estrutura e possibilita o aproveitamento do terraço como uma área livre, composta de jardim, possibilitando maior contato com a natureza;

. pilotis – eliminou o porão, muito utilizado até aquele momento e subiu a estrutura da casa, apoiando-a nos pilares e conformando o espaço do pilotis;

. esquadrias livres – passam a ocupar as fachadas de fora a fora da parede, podem ser na horizontal possibilitando ver toda a paisagem; o ideal são várias faixas horizontais que  dominam a paisagem;

. grandes aberturas – melhor aproveitamento da luz natural em função das grandes aberturas de vidro;

 

Estes cinco princípios, configuram o sistema don-ino e o traçado regulador nas fachadas.

Preocupado com a relação entre o habitante e o lugar de habitar, criou um sistema de medidas que deriva do corpo humano. Esta escala é resultado de estudos feitos a partir do caramujo e de suas relações métricas. É criado então o Sistema MODULOR, onde o espaço arquitetônico é vinculado ao sistema de medidas que derivam do corpo humano, a partir de suas proporções.

 

alguns projetos

 

Maison la Roche, 1923, Paris (hoje, Fundação Le Corbusier)       É um projeto incorporado a uma galeria de arte. Nele, Le Corbuiser soltou o pilotis e o primeiro andar ficou livre; foram também trabalhados os traçados reguladores nas fachadas; as paredes internas foram tratadas como se fossem paredes externas; adotou o ‘jogo’ de aberturas, integrando os ambientes; adotou racionalidade: primeiro pensou na planta e depois destinou os espaços; os ambientes foram integrados; adotou o Sistema don-ino possibilitando maior liberdade na volumetria; adequou a função ao habitar; inverteu as funções dos pavimentos: os quartos são embaixo e a cozinha e a sala são em cima; utilizou menos paredes internas, integrando os ambientes.

 

Villa Stein       Utilizou esquadrias horizontais ocupando toda a volumetria e adotou forma quadrada na volumetria, integrando os espaços internos.

 

Ville Savoye, França       FASE PURISTA = integrar o interior ao exterior. Neste projeto uniu todos os seus princípios: adotou pilotis livre, introduziu uma rampa que percorre todos os andares, utilizou contraste entre as formas – rígida e orgânica e introduziu o “passeio arquitetônico” – teto-terraço.

 

 

Le Corbusier – Villa Savoye – Poissy, França – 1928-29

 

Igreja Notre Dame du Mont (Ronchamp) França      Retomou o tema sagrado – atmosfera de ritual (silêncio). Explorou os sentidos através das aberturas e entre elas e a cobertura – entrada de luz, concebeu ferramentas para compor o percurso através de textura preparação para o ambiente.

 

 

Le Corbusier – Notre Dame du Haut, Ronchamp, França – 1955 – início fase Brutalista

 

Convento de La Tourette, França      Le Corbusier manteve a tradição dos conventos (construções afastadas da cidade). Este projeto faz parte da FASE BRUTALISTA (questão é material – o concreto é explorado como forma de plasticidade). Recuperou a história, a tipologia dos conventos – projetou áreas reclusas, capelas, biblioteca (divide a capela), pátio interno (ligação entre os edifícios), células onde moram as freiras, restaurante. Adotou o programa de conventos tradicionais com linguagem moderna e reproduz a atmosfera com linguagem volumétrica atual. Fez um partido quadrado, pesado (o edifício parece um só volume), que não apresenta transição entre o edifício e solo (diferente de pilotis). No interior, dividiu a nave principal e a lateral (pia batismal, etc) e explorou a luz (direcionou, filtrou através de nichos, trabalhou para dar mais luminosidade no ambiente – são como quadros dentro do ambiente), marcou limites. No pátio interno, pela primeira vez foi explorado o brise-soleil. Contrastou a rigidez das quinas com a modelação plástica da Capela (o volume se destaca).

 

Le Corbusier – Convento La Tourette – Lyon, França – 1957-1960 – fase Brutalista

 

Museu do Homem, Zurich     Neste projeto Le Corbusier fugiu totalmente do padrão arquitetônico que utilizava. Explorou a estrutura metálica – estrutura de cobertura, mas utilizou o cubo (lembra as obras de Mondrian) e contrastou a cobertura pesada com pilares finos.

 

Le Corbusier – Centre Le Corbusier – Zurich, Suiça – 1963-1967

 

texto Beatriz Brasil

fonte das imagens http://www.greatbuilding.com 

2 Comments

  1. Mestre..

  2. magnifico


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