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Frank Lloyd Wright

E a cidade evanescente – 1929 – 1963

Resumo do texto

 

Esta é considerada a segunda fase da arquitetura de Wright que inicia com a conclusão de sua última casa de blocos de concreto em Tulsa, Oklahoma, em 1929 e inicia sua fase de uso dos grandes balanços, com o projeto para os Apartamentos Elizabeth Noble, em Los Angeles.

 

Influenciado pela Depressão econômica americana, pela produção em série, Wright desperta para uma arquitetura de ordem mais social. Desde o início de sua carreira, Frank Lloyd Wright mantinha algumas convicções em relação às suas propostas. Defendia a criação de uma cultura artesã de alto nível aplicada a seu Estilo Pradaria, insistia na fundamentação dos métodos e materiais tradicionais. Só a partir da metade da década de 20 é que Wright começa a considerar o conjunto de estruturas inteiras a partir de elementos simétricos produzidos em massa e o sistema modular de paredes-cortinas que concebeu para envolver estruturas de concreto monolíticas.

 

Assim, devido a questões econômicas, Wright começa a abandonar seu Estilo Pradaria e passa a usar a combinação de concreto e vidro, criando uma arquitetura prismática e facetada, sustentada por planos flutuantes que transmitem ilusão de leveza.

 

Em 1928, Wright manifesta-se pela primeira vez, contrário à cidade tradicional. Seu projeto para o concurso do City Club de Chicago, em 1913, já transmite esse pensamento – “a abolição gradual da distinção entre cidade e campo através de uma distribuição mais equânime da população na terra”.

 

Os primeiros projetos que fez, voltados para esse pensamento, são o da torre de apartamentos St. Mark e o do edifício do Capital Journal, em 1931, que tinha um tom mais urbano que rural. Os dois projetos são compostos por um sistema de concreto armado em balanço, envoltos por uma membrana de vidro. A partir desses projetos, são assimiladas as idéias de construção do “lar aos processos da natureza” e do “lugar de trabalho à idéia e sacramento”. Neste período, Wright produz suas mais brilhantes obras, a casa da Cascata, Falling Water, na Pensilvânia e o edifício para a Johnson Wax AdministrationSua concepção de “orgânico” passa a ser espelhada na utilização de balanços em concreto como se reproduzissem formas da natureza, como se assemelhasse a uma árvore.

 

O edifício Johnson Wax, apresenta essa metáfora orgânica por meio de seus pilares altos e esguios em forma de cogumelo, formando suportes básicos no espaço dos escritórios. O topo dos pilares tem forma circular, e foram erguidas em concreto, envolvidas por membrana de vidro, que dão entrada de luz horizontais, vindas do teto.

 

Frank Lloyd Wright – Johnson Wax Building – Wisconsin – 1936-39

 

Os centros dos pilares – ocos – têm a função de facilitar o escoamento da água da chuva, evitando o acúmulo na cobertura. Assim, Wright inverte a concepção tradicional, onde deveria existir rigidez, na cobertura, utiliza materiais mais “leves”, o vidro e na base, a rigidez, o concreto, o fechamento. Desta forma, o arquiteto incorpora à arquitetura da época, elementos que são utilizados até hoje. Essa atmosfera deu ao edifício de escritórios um ar sagrado.

 

Frank Lloyd Wright – Johnson Wax Building – Wisconsin – 1936-39

 

A Falling Water (Casa da Cascata) produziu a fusão entre o lugar que se vive e a natureza. O projeto partiu do uso do concreto armado, porém, os balanços introduzidos vão ao limite. A casa projeta-se da rocha natural existente no local, que lembra uma plataforma que flutua sobre uma pequena cachoeira. Consiste em um jogo de planos suspensos, em vários níveis de altura acima das árvores. Sua fusão com a paisagem é total, pois esta permeia o projeto a cada passo, e em função das aberturas horizontais de vidro.

 

Frank Lloyd Wright – Fallingwater – 1938

 

Internamente, as referências aos materiais naturais e locais, são mostradas através dos revestimentos dos pisos e paredes feitos em pedra.

Apesar da utilização do concreto armado, Wright ainda tinha algumas restrições a esse material, por considerá-lo “não natural”, assim, pintou as fachadas de concreto da cada com tinta cor de damasco, fundindo-a a natureza.

 

Frank Lloyd Wright – Fallingwater – 1938

 

Sua visão foi cristalizada pela primeira vez e atingiu sua máxima realização, em seu projeto para o Museu Guggenheim de Nova Iorque em 1943. Neste projeto Wright põe para fora toda a sua idéia do fantástico. Este projeto pode ser visto como o ponto culminante da obra de Frank Lloyd Wright, pois combina os princípios estruturais e espaciais da Falling Water com a iluminação utilizada no edifício Johnson Wax.

 

Em seu primeiro livro sobre urbanismo, ‘A Cidade Evanescente’, de 1932, Frank Lloyd Wright declara que a cidade do futuro estaria em todas as partes e em nenhuma. Defendia que os homens deveriam procurar uma nova solução para as cidades existentes ou planejadas, onde seriam introduzidos novos sistemas de assentamentos de terras dispersas, anti-urbanas. Em seu livro, Wright afirma “os milagres de invenção técnica com os quais nossa cultura compulsiva nada tem a ver são – apesar de seu mau uso – novas forças com as quais qualquer cultura nativa deve acertar conta.”

 

Em sua cidade ideal, a construção mais importante não era a casa e sim a Fazenda-Modelo Walter Davidson, projetada em 1932. Essa construção era destinada a facilitar a administração econômica do local, onde cada pessoa iria cultivar e trabalhar a terra – era a economia de subsistência incorporada à arquitetura.

 

fonte texto Livro História da Arquitetura Moderna, Kenneth Frampton

fonte das imagens http://www.greatbuildings.com/ 

2 Comments

  1. é tudo muito lindo

  2. criações fantasticaaaas!


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