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A ‘Porta do Inferno’, monumental escultura produzida por Rodin, foi encomendada em 1880 para o Museu de Artes Decorativas de Paris. A obra nunca foi completada. O trabalho consiste numa junção de várias esculturas inspiradas na obra literária de Dante Alighieri, ‘A Divina Comédia’.

As esculturas que fazem parte do trabalho de Rodin imprimem cenas de desespero, luxúria, dor e desencanto, além de reproduzirem de forma extraordinária as formas anatômicas de seus personagens, uma marca do escultor.

‘A Porta do Inferno’ reproduz como podemos ver no filme ‘Camille Claudel’, o momento do artista. Nela enxergamos suas angústias pessoais, sua dor, sua insegurança em relação à Camille Claudel – tanto profissionalmente pela perfeição do trabalho feito pela escultora -, como em relação ao relacionamento dos dois que gerou o desespero e a depressão em Camille.

Rodin transporta para sua ‘Porta’, seus conflitos internos e sua indecisão entre o amor e a arte, mostrando-se uma pessoa em choque consigo mesma, transportando para a obra, seu próprio inferno pessoal.

(relação do filme ‘Camille Claudel’ com a obra de Auguste Rodin, ‘A Porta do Inferno’)

A Porta do Inferno – Auguste Rodin – Museu d’Orsay, Paris – foto beatriz brasil

Camille Claudel

Camille Claudel nasceu em Fère-en-Tardenois, Aisne, França em 8 de dezembro de 1864 e faleceu à 19 de outubro de 1943, em Paris. A escultora, passou sua infância em Villeneuve-sur-Fère, morando em um presbitério que seu avô materno, havia adquirido. Filha mais velha da família e quatro anos mais velha que Paul Claudel, impôs ao irmão assim como a irmã caçula Louise, sua forte personalidade. Segundo Paul, tendo declarado seu desejo de ser escultora, Camille previu também que ele se tornaria escritor e Louise musicista.

Seu pai, maravilhado com o seu estupendo e precoce talento, observado desde a infância, incentiva-a a desenvolver suas potencialidades artísticas. Sua mãe manifesta-se contrária às suas atividades reagindo muitas vezes violentamente, reprovando-a.

Em 1881, Camille Caudel muda-se para Paris e ingressa na Academia Colarossi, tendo por mestre primeiramente Alfred Boucher e depois Auguste Rodin. É desta época que datam suas primeiras obras que nos são conhecidas: A Velha Helena (La Vieille Hélène — coleção particular) ou Paul aos treze anos (Paul à treize ans — Châteauroux). Rodin, impressionado pela solidez de seu trabalho, admite-a como aprendiz de seu ateliê na rua da Universidade em 1885. A partir deste momento, Camille colaborará expressivamente na execução da Porta do Inferno (Les Portes de l’Enfer) e do monumento Os Burgueses de Calais (Les Bourgeois de Calais) de Auguste Rodin.

Tendo deixado sua família pelo amor de Rodin, ela trabalha vários anos a serviço de seu mestre mantendo-se à custa de sua própria criação. Por vezes, a obra de um e de outro tem características tão parecidas, que torna-se difícil dizer de quem são realmente.

Camille Claudel enfrenta muito rapidamente duas grandes dificuldades: de um lado, Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose Beuret, sua companheira devotada desde os primeiros anos difíceis, e de outro lado, alguns afirmam que suas obras seriam executadas por seu próprio mestre. Assim sendo, Camille tentará se distanciar, percebendo-se muito claramente essa tentativa de autonomia em sua obra (1880-94), tanto na escolha dos temas como no tratamento: A Valsa (La Valse — Museu Rodin) ou A Pequena Castelã (La Petite Châtelaine, Museu Rodin). Esse distanciamento segue até o rompimento definitivo em 1898. A ruptura é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura (L’Age Mûr – Museu d’Orsay).

Ferida e desorientada, Camille Claudel nutre então por Rodin um amor-ódio que a levará à depressão. Muda-se para o quai Bourbon e continua sua busca artística em grande solidão apesar do apoio de críticos como Octave Mirbeau, Mathias Morhardt, Louis Vauxcelles e do fundidor Eugène Blot. Este último organiza duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício sentimental e financeiro para Camille Claudel. Suas exposições têm grande sucesso de crítica, mas Camille já está doente demais para se reconfortar com os elogios.

Depois de 1905, os períodos paranóicos de Camille multiplicam-se e acentuam-se. Ela crê em seus delírios que Rodin está apoderando de suas obras para moldá-las e expô-las como suas, que também o inspetor do Ministério das Belas-Artes está em conluio com Rodin, e que desconhecidos querem entrar em sua casa para lhe furtar as obras. Ela vive então em um grande abatimento físico e psicológico, não se alimentando mais e desconfiando de todos.

Seu pai, seu porto-seguro, morre em 1913. Em seguida, em 10 de março, ela é internada no manicômio de Ville-Evrard. A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon onde morre, após trinta anos de internação, em 19 de outubro de 1943, aos 79 anos incompletos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Camille_Claudel

texto sobre o filme beatriz brasil

2 Comments

  1. olha vcs tem q colocar qndo foi feito as obras

    • Olá Gabriella, pesquisarei sobre a data de algumas esculturas, porém, naquela época, isso não era muito importante. Algumas das obras de Camile Claudel, por exemplo, foram assinadas por Rodin. Era importante para um artista iniciante, dar sua obra para ser assinada por outro que já fosse reconhecido.
      Mesmo assim, vou fazer uma pesquisa nos livros que tenho e tentarei complementar o texto acima.
      Obrigada pela sugestão.
      Beatriz Brasil


One Trackback/Pingback

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