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Mosteiro de Alcobaça, Portugal  

 

A abadia cisterciense de Santa Maria de Alcobaça, fundada em 1153 por D. Afonso Henriques, nasceu de uma doação do primeiro rei a Bernardo de Claraval. Começada a construir em 1178, vinte e cinco anos após a chagada dos monges brancos a Alcobaça, só em 1222-1223 começou a ser habitada. Foi uma das mais poderosas abadias da Ordem de Cister. O seu valor, internacionalmente reconhecido, reside, principalmente, na arquitetura reveladora, no rigor da sua austeridade e na pureza das formas construtivas do espírito de São Bernardo.

 

Mosteiro de Alcobaça, Portugal – foto beatriz brasil, 2008.

 

Do atual conjunto de edificações, muitas delas construídas ou remodeladas em épocas sucessivas, só uma parte é acessível ao público, mas é aquela que tem maior interesse pois remonta ao período medieval – Sala do Capítulo, Parlatório, Dormitório, Sala dos Monges e Refeitório.

Os cistercienses de Alcobaça, em tempo de D. Sancho I e de D. Afonso II, para além de trabalharem na construção da Igreja e do Dormitório, desenvolveram uma política de arroteamento e desenvolvimento das terras que lhe foram doadas. Tinham por norma de vida o coro, a oração, a penitência e o trabalho manual. Não se dedicavam aos ministérios exteriores. Era uma vida de constante comunidade no mais absoluto silêncio.

 

Mosteiro de Alcobaça, Portugal – foto beatriz brasil, 2008.

 

O rei D. Dinis mandou construir o Claustro do Silêncio ou de D. Dinis, um dos maiores que os cistercienses edificaram. Parece ser da mesma época de construção o Refeitório onde se encontra uma das mais belas peças arquitetônicas de todo o conjunto: o Púlpito do Leitor.

O primeiro piso do Claustro de D. Dinis, o Coro e a Sacristia Nova são obras encomendadas por D. Manuel I. Com o Terremoto de 1755 a sacristia ruiu, exceto a porta com motivos renascentistas e manuelinos, o relicário e o átrio, de abóbada manuelina, que lhe dá acesso. A atual sacristia, reconstruída no século XVIII, tem o teto ricamente trabalhado em estuque pintado de azul, ouro e branco.

No século XVI, o cardeal D. Afonso e depois o cardeal D. Henrique, enquanto abades comendatários, aumentaram a abadia com um claustro, o claustro do cardeal,e um palácio abacial mais tarde transformado em hospedaria. O palácio abacial foi construído sobre as ruínas da cozinha medieval, ocupando a comumente chamada ‘Ala dos Conversos’.

 

Mosteiro de Alcobaça, Portugal – foto beatriz brasil, 2008.

 

A grandeza dos coutos e a prosperidade econômica vão alterando a simplicidade dos primeiros tempos, e o abade de Alcobaça torna-se senhor absoluto dos coutos.

A vida monástica vai-se modificando, de acordo com as épocas. As grandes rendas proporcionam a realização de grandes obras e reformas. A cozinha surpreende pela altura e grande dimensão da sua chaminé, sofre alterações. Constrói-se uma das maiores livrarias do reino, renovam-se os altares ao gosto da época, chegando, pouco a pouco ao apogeu e fausto que atingiu no final do século XVIII.

D. Maria I, quando em 1786 visitou o Mosteiro pela segunda vez, inaugurou o Panteão Real para onde foram mudados os túmulos de D. Pedro, Inês de Castro, D. Urraca, D. Beatriz e de alguns infantes.

A partir dos finais do século XVI, os monges dedicaram-se ao cultivo das artes e das letras. É a época dos monges barristas, com uma obra escultória notável em pedra, madeira e barro policromado, destacando-se a Morte de São Bernardo, dos finais do século XVII. A Capela Relicário, na Sacristia Manuelina e a Capela do Desterro, no Jardim das Murtas, são outros exemplos magníficos desta notável época de produção artística.

Na Sala dos Reis, encontram-se em mísulas, colocadas a meia altura da sala, as estátuas dos reis de Portugal até D. José, obra em barro policromado dos monges barristas.

A igreja do Mosteiro de Alcobaça guarda, no braço sul do transepto, o túmulo de D. Pedro e, no braço norte, o túmulo de D. Inês, dudas obras-primas da escultura tumular do século XIV. Ricamente lavrados, os túmulos contam uma das mais belas histórias de amor.

Uma história grandiosa a dos monges cirtercienses de Alcobaça, que souberam, mesmo nos momentos menos felizes da sua longa permanência – sete séculos -, criar obras de arte.

 

Mosteiro de Alcobaça, Portugal – foto beatriz brasil, 2008.

 

A extinção das ordens religiosas em 1834, após a vitória das tropas liberais leva os monges a abandonar o Mosteiro. Parte do seu valioso acervo desaparece, parte vai para os museus. A biblioteca é desfeita, dividindo-se o seu espólio pela Biblioteca Nacional e pela Torre do Tombo.

Em 1985 a UNESCO classificou este monumento nacional como “Patrimônio Cultural da Humanidade”.

(fonte: Guia Mosteiro de Alcobaça – Instituto Português do

Patrimônio Arquitetônico (IPPAR), 2005.)

(fotos Beatriz Brasil, 2008)

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