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A Cidade de Paris

 

400d.C – invasão dos povos do Reno. Paris torna-se uma das cidades mais importantes da região.

1100 – início da construção da Catedral de Notre Dame.

1348 – Preste Negra.

Séculos XIV e XV – Paris torna-se a cidade mais populosa da Europa.

1500 – Noite do Massacre de São Bartholomeu; reforma do Castelo do Louvre; os reis voltam a residir em Paris (1528).

1700 – construção da Ìlle de La Cité.

1789 – Revolução Francesa.

 

 

Antecedentes urbanos: liberar o tecido urbano (função militar); ocorre uma grande transformação – um terço do tecido da cidade é atingido com a expansão; Plano de Reforma – Plano dos Artistas (1793 – 1797); região mais populosa – classe operária fica à margem esquerda do Rio Sena (três quartos da população residia nesta área).

 

A gestão de Rambeteau: não modifica a estrutura da cidade; implanta série de reformas, respeitando o tecido urbano existente (arte urbana); tenta dar qualidade sem desfigurar; cria os passeios (não existiam); arboriza, cria pavimentação nas ruas; cria comissão de Monumentos Históricos (Viollet-le-Duc); faz paisagismo (melhoria sanitária).

A gestão Berger: reconstrução da cidade; cria Rua das Escolas; cria lei que os imóveis devem ser limpos de dez em dez anos.

 

Planta de Paris em 1853, antes dos trabalhos de Haussmann.

Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo.

  

A Reforma de Paris e o Plano de Haussmann

 

O principal objetivo da reforma urbana idealizada por Haussmann para Paris, é o de liberar o tecido urbano para facilitar manobras militares. A grande transformação da cidade ocorre em um terço do tecido da cidade sobre a idéia da grande expansão.

 

Um dos principais pontos da reforma de Haussmann é a reforma da Ìlle de la Cité em área militar. Para atingir esse objetivo, todas as edificações existentes são demolidas. Para Haussmann, “a arquitetura é um problema administrativo” e só deve visar os interesses de Napoleão, interesses esses, de cunho estritamente militares. A partir daí, é produzido um urbanismo totalmente racionalista visando apenas à técnica e desconsiderando o aspecto histórico.

O foco principal é a melhoria da circulação, o acesso rápido a toda a cidade como visão estratégica, estabelecendo uma imagem geral de modernidade. Esta mudança de imagem envolve também a questão da insalubridade. Para isso são eliminados bairros considerados degradados, as ruas são arborizadas e recebem sistema de iluminação.

 

A antiga cidade medieval, com traçado orgânico e ruas estreitas, é cortada por grandes eixos e contornada por um anel viário. São criadas praças com monumentos que servem como ‘cenário’. São criados vários boullevard e um novo elemento urbano, o carrefour (rotatória). Essas intervenções regularizam o traçado não aproveitando o existente, transfigurando a cidade.

 

Esquema de trabalhos de Haussmann em Paris – linhas mais grossas, novas ruas – tracejado quadriculado, novos bairros – tracejado horizontal, os dois grandes parques periféricos: o Bois de Boulogne (à esquerda) e o Bois de Vincennes (à direita)

Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo.

   

São abertos parques e jardins públicos: Jardin dês Tulleries, Palais Royal, Parc Montsouris. Surge a figura do quarteirão que é determinado pelo sistema viário – neste caso o quarteirão é residual, configurado a partir do que ‘sobra’ depois de definido o traçado viário, tornando-se um elemento complexo formado por lotes de formato irregular. São definidas leis de ocupação: cada lote é perpendicular à rua e não tem a mesma medida padrão; os edifícios passam a ter leis de padronização para as fachadas; a tipologia urbana segue um catálogo pré-definido, passam a ter unicidade arquitetônica; as galerias e passagens passam a ter função comercial – multifuncionalidade do quarteirão e abrigam cafés e lojas. São definidas áreas especiais para as estações ferroviárias.

 

Divisão de Paris em 20 arrondissements – a linha mais grossa define o antigo cinturão alfandegário do século XVIII.

Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo.

 

Palácio parisiense construído na época de Haussmann – padronização de fachadas.

Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo.

 

A Ìlle de la Cité se transforma no coração da cidade, passando a ser uma área militar e administrativa. Na reforma de Paris, foram destruídos 49km de ruas estreitas antigas, construídos 165k, de novas vias, foi implantado o sistema de esgoto (considerado até hoje um dos melhores do mundo e que atende à cidade toda.

A Paris de Haussmann, é a Paris que vemos hoje.

 

Planta de Paris em 1873 (do Guia Hachette).

Fonte: Livro História da Cidade, Leonardo Benevolo. 

2 Comments

  1. Bom dia Beatriz! …sempre que tenho tempo passo por aqui porque esse blog me encanta. Temos muita coisa em comum, profissão, interesses…e agora estou morando na Itália, em Ferrara fazendo um mestrado sobre sustentabilidade, coincidência ou não neste mesmo dia 8 de abril tivemos uma aula de revisão sobre toda a construção de Paris…

  2. ola td bem??…gostei mt mesmo do teu blog um trabalho fanastico sera k n me podias ajudar com umas cidades europeias como essa de paris com a estrutura da linha ferrea?**


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