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Construtivismo

É conveniente lembrar que no Cubismo Facetado, côncavo e convexo eram postulados como equivalentes; todos os volumes, por positivos, quer negativos, eram “bolsões de espaço”.

Os construtivistas, um grupo de artistas russos liderados pro Vladimir Tatlin, aplicaram esse princípio à escultura e chagaram àquilo que se poderia chamar de colagem tridimensional. Finalmente, a última etapa consistiu em transformar essas obras em esculturas independentes. De acordo com Tatlin e seus seguidores, essas “construções” tinham de fato quatro dimensões: já que elas sugeriam movimento, também sugeriam tempo. O Suprematismo e o Construtivismo estavam, portanto, intimamente relacionados, e na verdade se sobrepunham, uma vez que ambos se originaram do Cubo-futurismo; no entanto, separava-os uma diferença fundamental de abordagem. Para Tatlin, a arte não era a contemplação espiritual dos suprematistas, mas um processo ativo de formação que se baseava no material e na técnica. Ele acreditava que cada material dita formas específicas que lhe são inerentes, e que estas deveriam ser seguidas caso a obra de arte tivesse por objetivo ser válida de acordo com as leis da própria vida. No final, o Construtivismo ultrapassou o Suprematismo por ser mais adequado ao espírito pós-revolucionário da Rússia, quando grandes feitos, e não grandes idéias, se faziam necessários.

Monumento à Terceira Internacional – 1919-1920 – Madeira – Vladimir Tatlin.

Isolado do contato artístico com a Europa durante a Primeira Guerra Mundial, o Construtivismo transformou-se numa arte exclusivamente russa que foi pouco influenciada pela volta de alguns dos artistas mais importantes do país, como por exemplo, Kandinsky e Chagall. A escultura de Tatlin para um Monumento à Terceira Internacional captura o dinamismo da utopia tecnológica vista sob o prisma do comunismo; a energia pura é expressa como linhas de força que também estabelecem novas relações de tempo e espaço. A obra também evoca uma nova estrutura social, pois os construtivistas acreditavam que o poder da arte seria literalmente capaz de reformar a sociedade. Essa extraordinária torre que gira em três velocidades foi concebida numa escala monumental, completada com os escritórios do Partido Comunista; como outros projetos desse tipo, foi totalmente impraticável numa sociedade que ainda estava se recuperando da devastação causada pelas guerras e pela revolução, e nunca foi construída.

Posteriormente, o Construtivismo passou por uma fase produtivista, que ignorava qualquer contradição entre a verdadeira criatividade artística e a produção puramente utilitária. Depois que o movimento foi suprimido como um “formalismo burguês”, alguns de seus membros emigraram para o Ocidente e uniram suas forças às do grupo holandês De Stijl.

(texto reproduzido do Livro: Iniciação à História da Arte. H. W. Janson e Anthony F. Janson. Editora Martins Fontes – 1996)

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