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Vila de Óbidos – Portugal

fonte do texto: Guia de Óbidos – Editor Vitor Vieira Publicações – Lisboa – Portugal

 

  crédito das fotos: Beatriz Brasil, 2008

 

 

Vila de Óbidos, Portugal – crédito da foto: Beatriz Brasil, 2008.
mais fotos no álbum: ‘Meu olhar… Óbidos, Caldas da Rainha, Alcobaça e Nazaré’ (neste espaço)

 

As origens da Vila diluem-se um pouco no passado. Supõe-se ter sido habitada desde remotas eras, com base em achados arqueológicos da estação do Outeiro da Assenta. Há historiadores que atribuem a fundação aos Turdulos e Celtas por volta do ano 308 a.C., que protegiam com fortes muralhas. O nome da Vila parece derivar das palavras latinas ‘OB-ID-OS’, em virtude de ter existido em tempos um braço de mar que chegava à Vila, sendo porém contestada tal etimologia, defendendo-se a hipótese de ter sido edificada sobre os alicerces de um ‘OPPIDUM’ luso-romano.

 Alguns troços das muralhas parecem assinalar o domínio dos romanos. A Vila sofreu a influência dos Alanos, Suevos, Visigodos e Árabes.

 Gonçalo Mendes da Maia, fronteiro-mór de D. Afonso Henriques, a 11 de janeiro de 1148, pôs termo à hegemonia Árabe ao conquistar a Vila, após aguerrida resistência. A Vila foi acarinhada pelos Reis da dinastia afonsina e D. Afonso Henriques reedificou-a e ampliou-a. D. Sancho I ao fixar residência em 1186 fortaleceu-a e povoou-a. Foi doada a D. Urraca por D. Afonso II em 7 de dezembro de 1210. D. Sancho II, por força das circunstâncias, de desavenças com o clero e a nobreza, habitou temporariamente em Óbidos, por volta de 1224, atraindo um grande número de fiéis, que junto de D. Mécia e rodeada de damas e donzelas formaram a Corte.

 D. Afonso, Conde de Bolonha, posteriormente D. Afonso III, durante outo meses assediou a Vila. Depois de coroado Rei, outorgou à Vila privilégios, mercês e o título de "sempre leal", juntando ao de "mui nobre" que já possuía. D. Dinis, concedeu a sua mulher, Rainha Santa Isabel, o senhoria da Vila por carta régia, como prenda de casamento, após ter ampliado a Vila e reedificado o Castelo, bom como outras Vilas. Desde então, ficou pertença da "Casa das Rainhas" sendo extinta em 1834.

 

 

Vila de Óbidos, Portugal – crédito da foto: Beatriz Brasil, 2008.
mais fotos no álbum: ‘Meu olhar… Óbidos, Caldas da Rainha, Alcobaça e Nazaré’ (neste espaço)

   

D. Inês de Castro permaneceu recolhida no Castelo durante os últimos anos do reinado de D. Afonso IV. O Castelo foi reformado pelo último Rei da primeira dinastia. Mandou construir a Torre de Menagem, as Muralhas foram reparadas e doou a Vila a Leonor Teles, sua mulher. Em 1326, a Rainha Santa concedeu o Foral (1) à Vila. Em 1513 novo Foral foi atribuído por D. Manuel, o qual parece ter feito a última reforma do Castelo. 

D. Catarina da Áustria, mulher de D. João III, mandou construir o Aqueduto que abastecia a Vila de água. A D. João III se deve a ‘Casa do Estudante’ tendo instalado uma cátedra de matemática, posteriormente substituída por teologia.

 Em 1634, Filipe III elevou a Vila a cabeça de Condado a favor de D. Vasco de Mascarenhas. A Casa da Câmara, em que há bem poucos anos era a cadeia e onde se encontra atualmente instalado o Museu Municipal, foi mandada construir na época em que residiu na Vila, após a Restauração (2), D. João IV com D. Luiza de Gusmão.

 O Santuário do Senhor da Pedra, em parte deve a este Rei fartas rendas e mercês para a sua construção. Grande parte dos edifícios da Vila ruíram com o terremoto de 1755, bomo como as Igrejas. Os Paços da Cerca, as Igrejas de S. Tiago e de S. Pedro, a Torre Albarrã e parte das Muralhas do lado poente foram mandadas reparar pelo Conde d’Óbidos.

 Também residiram em Óbidos D. Maria I e seu marido D. Pedro II, devido a uma epidemia que afetou as Caldas da Rainha.  

   Vila de Óbidos, Portugal – crédito da foto: Beatriz Brasil, 2008.

mais fotos no álbum: ‘Meu olhar… Óbidos, Caldas da Rainha, Alcobaça e Nazaré’ (neste espaço)
 

(1) Foral: Carta régia que regulava a administração de uma localidade ou conselho.

(2) Restauração: Período da guerra entre Portugal e Espanha para a restauração da independência no território continental Português no séc. XVII (1641-1668)

fonte: Guia de Óbidos – Editor Vitor Vieira Publicações – Lisboa – Portugal

  

O Castelo     Castelo de origem romana, está instalado no cimo de um penhasco. Ao longo dos tempos passou a fortificação serracena. Trata-se de um belíssimo e perfeito exemplar de uma fortaleza medieval, o qual foi sucessivamente ampliado e reparado pelos Reis da primeira dinastia. As suas defesas prolongam-se por uma extensa muralha, que resguarda e protege  a Vila.

D. João de Noronha apalaçou o interior do Castelo. D. Manuel no início do século XVI fez o último restauro bem como do seu recinto defensivo. O Castelo possui janelas e uma varanda ricamente lavradas em estilo Manuelino. Atualmente funciona em suas instalações, uma pousada.

 

 Vila de Óbidos, Portugal – crédito da foto: Beatriz Brasil, 2008.  

As muralhas   As muralhas tem um perímetro de 1565m, podendo facilmente ser percorridas. Dão acesso à Vila quatro portas e dois postigos. Vários Monarcas as restauraram. À norte é reforçada pelo Castelo e ao sul pela Torre do Facho. A porta da Vila com a Capela Oratório, revestida de azulejos do século XVIII, com notável efeito decorativo.

 

 Vila de Óbidos, Portugal – crédito da foto: Beatriz Brasil, 2008.  

  Torre do Relógio ou Albarrã    D. Sancho I mandou-a construir. Em 1842 foi instalado o maquinário do relógio da Vila e dão o seu nome, Torre do Relógio ou Albarrã (pelo fato de nela guardarem os bens da Coroa). Posteriormente, serviu de prisão. Após a batalha de Aljubarrota (1) e durante quinze meses, o político, diplomata e erudito, Pedro Lopes de Ayalla, cronista Castelhano, esteve preso nesta Torre, onde teria escrito algumas das suas melhores poesias.

  Pelourinho    Antigo monumento,onde no passado se expunham e castigavam os delinqüentes e criminosos.

  Aqueduto e chafarizes    A Rainha D. Catarina da Áustria, mulher de D. João III, custeou a construção do Aqueduto para abastecer de água os Chafarizes da Vila. Tem uma extensão de 3km, com um número significativo de robustos arcos e uma altura mais ou menos considerável. Mandou também construir o chafariz situado em frente à Igreja de Santa Maria. O chafariz do Arrebalde da Bica do Convento também era alimentado pelas águas transportadas pelo aqueduto. Junto ao Santuário do Senhor da Pedra foi construído um chafariz na época de D. João V.

 

 Vila de Óbidos, Portugal – chafariz próximo à Igreja do Senhor da Pedra – crédito da foto: Beatriz Brasil, 2008. 

Igreja Matriz de Santa Maria     

A Igreja Matriz de Santa Maria, é sem dúvida um templo belo e majestoso sendo o mais importante da Vila de Óbidos. Situa-se no largo da Praça defronte do Chafariz e do Pelourinho. De construção visigótica, foi edificada no século VIII. No tempo dos mouros foi transformada em mesquita e após a reconquista restituíram-na ao culto cristão.

No seu interior, as paredes são totalmente revestidas de azulejos azuis e brancos de finais do século XVII. São atribuídos a Gabriel del Barco, artista italiano segundo alguns historiadores e espanhol segundo outros. As paredes são decoradas com belíssimos quadros de dimensões consideráveis, reproduzindo cenas evangélicas de autoria do pintor obidense Baltazar Gomes Figueira.

O templo tem três naves. O teto é de madeira, decorado com pinturas tardo-renascentistas do século XVII. No altar-mór, vêem-se oito pinturas sobre madeira do séc. XVII. Atribuem-se ao pintor obidense João da Costa. No altar de Santa Catarina, situado à direita do altar-mór, vemos cinco telas de Josefa d’Óbidos, assinadas e datadas de 1661 e alusivas a Santa Catarina. Nas telas superiores temos Santa Teresa d’Ávila, S. Francisco de Assis e o Casamento Místico de Santa Catarina; nas telas centrais, Santa Catarina discutindo sobre a Destruição da Roda do Martírio. São consideradas as melhores obras da pintora.

As empenas de separação da nave central estão repletas de pinturas à óleo sobre tela, alusivas a passos da vida Mariana. Pensa-se serem de Josefa d’Óbidos ou talvez da ‘oficina’ que lhe era atribuída, ou quem ensinou a pintar, em virtude das telas serem consideradas pinturas vulgares.

O altar de Nossa Senhora das Dores, à esquerda do altar-mór, é considerada uma obra prima do renascimento coimbrão, trabalhado em pedra de Ançã. O templo sofreu ao longo dos séculos profundos restauros, daí a dificuldade em abribuir ao túmulo de D. João, existente na igreja, uma data de construção bem como sua autoria.

  

Igreja da Misericórdia    Antiga capela do Espírito Santo, atualmente denominada Igreja da Misericórdia, possui uma só nave revestida totalmente de azulejos de finais do século XVII. O Altar-mór e os colaterais invocam o Senhor dos Passos, Nossa Senhora das Dores e ostentam retábulos em talha dourada. Na tribuna, as telas representam a Visitação e a Vinda do Espírito Santo de autoria do pintor André Reinoso. As telas ‘Cristo com a Cruz às Costas’ e ‘Cristo deposto na Cruz’ são-lhe também atribuídas.

  Santuário do Senhor da Pedra    A igreja tem uma arquitetura sem estilo definido, sendo destacada a planta hexagonal. No templo, encontra-se uma imagem do Senhor da Pedra, escultura rústica mas não menos interessante exposta na vitrine do altar-mór. O santuário possui os ‘Doze Apóstolos’, representados por oito estátuas e quatro estatuetas, atribuíadas à Vieira Portuense.

 Vila de Óbidos, Portugal – crédito da foto: Beatriz Brasil, 2008. Mais fotos no álbum: ‘Meu olhar… Óbidos, Caldas da Rainha, Alcobaça e Nazaré’ (neste espaço)

  Museu Municipal    Antigo Paços do Concelho, reformado por D. João IV, e posteriormente transformado em cadeia, encontra-se o Museu, depois de profundas obras de restauro. Fazem parte de seu espólio, pintura, escultura, arte sacra e arqueologia além de armas do período da Guerra Peninsular.

Em Óbidos não faltam assuntos para os artistas. Basta vaguear pelas ruas, deixar-se levar pelo que mais o atrair e envolver-se pela mística da Vila.

Trechos de muralhas, tortuosas e estreitas ruas medievais, janelas manuelinas, recantos pitorescos, escadas rústicas, rampas íngremes, portas curiosas, fachadas sóbrias, casas mouriscas e medievais, típicas com telhados irregulares, chaminés…

  Óbidos além disso, é na minha opinião uma visão de extrema beleza estética.

A harmonia das cores, predominantemente o branco, o azul anil e o amarelo ocre, conduzem o visitante aos variados estilos arquitetônicos e diversos períodos da história de Portugal.

Os vasos de flores e treliças que conduzem as trepadeiras pelas paredes que guardam a história do lugar, são uma emoção à parte. Uma visão fascinante!

amei esta cidade  

 Vila de Óbidos, Portugal – crédito da foto: Beatriz Brasil, 2008. Mais fotos no álbum: ‘Meu olhar… Óbidos, Caldas da Rainha, Alcobaça e Nazaré’ (neste espaço)

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