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Veneza, Itália

Praça de São Marcos

A evolução da Praça de São Marcos parece com a que ocorreu com o conjunto da Catedral e do Campo em Siena, no que se refere à organização arquitetônica, que reflete a história destas cidades e de seus valores políticos e religiosos. Em ambas, as casas encaixam-se no tecido urbano formando uma massa compacta, visando a defesa da cidade, que em Siena se deu por meio da construção da muralha e em Veneza, em função das águas.

Praça de São Marcos, Veneza – foto beatriz brasil – 2008.

Em nenhuma das duas havia possibilidade de existirem vias axiais e qualquer espaço livre dentro do tecido urbano denso. Este fator determinou o forte contraste das praças e do restante da cidade. Fora estas semelhanças, as cidades são muito diferentes. De um lado, Siena está localizada entre colinas e vias de comunicação; do outro, Veneza é completamente plana, rodeada e com riscos de invasão pelas águas. Influenciada pelos laços comerciais que mantinha com Bizâncio, Veneza destaca-se por sua beleza arquitetônica e sua variação de cores. A cidade dos canais está impregnada de transparência brilhante, em tons de azul, rosa, branco e dourado, muito diferente dos marrons e ocres de Siena.

As obras arquitetônicas de Siena são relativamente anônimas, enquanto que em Veneza, o poder dos grandes nobres atraiu os grandes nomes das artes como Bellini, Giorgione, Tiziano, Canalleto, Veronese e Tiepolo, além de arquitetos como Palladio, Sansovino, Vigrola e Scamozzi. Nesta cidade se uniram as artes e em sua Praça de São Marcos, é alcançado o clímax arquitetônico, a justaposição de espaços e edifícios em harmonia com as necessidades da época.

As Forças do Lugar

A Água   A presença de grande quantidade de água exerce uma força notável na cidade. De início, experimenta-se uma grande sensação de horizontalidade; na primavera e verão, a animação nos canais e o céu azul concedem a cidade, efeitos de luz e sombra. A atmosfera de irrealidade do lugar se destaca com a conotação simbólica que acompanha as ilhas.

As Vias e as Vistas  A área da Praça ocupa uma posição central diante da boca do Grande Canal e conecta-se com a zona comercial, o Rialto, através de uma via direta. A posição das ilhas de San Giorgio e Giudecca, em frente à Praça, está diretamente no campo de visão de quem vem do Rialto pela via direta que desemboca na Praça de São Marcos. Quando aproximamo-nos da Praça pela água, vemos a ampliação dos canais que se dividem e equivalem às vias axiais existentes nas cidades, e o fechamento da mesma dando a sensação de espaço privado e definido.

O Lugar  O lugar está cercado por um labirinto de edifícios e ruas, nem encaixe intrincado que contrasta com a ordem e da Praça. O conjunto se beneficia do teor dramático entre os mundos antagônicos.

As Vias  Pelos eixos de contraste para onde convergem as vias, a Praça de São Marcos é o ponto focal que se orienta entre a cidade e a água.

as vias

As Origens   A primeira Praça de São Marcos surgiu no espaço que havia em frente a antiga basílica. O Palácio dos Doges, uma construção fortificada é uma recordação de origem defensiva da cidade.

Os Fatores do Lugar  Antes mesmo de estar terminada, até seu estado atual, a Praça de São Marcos ainda possui elementos essenciais que não somente resistiram ao longo dos anos, como foram elaborados com sensibilidade e deram êxito ao conjunto.

  Os fatores novos mais importantes são os que se seguem

a)      A implantação da Basílica de São Marcos como um volume dominante e com a fachada principal voltada para a Praça;

b)     A combinação e conexão dos volumes da Basílica e do Palácio dos Doges – que tem planta central, produziu uma malha ortogonal;

c)      A inclusão do lado norte da Praça em plano contínuo e oblíquo;

d)     A perspectiva produzida pelos ângulos oblíquos da Praça e da Piazzetta (em frente ao Palácio dos Doges);

e)      O desnível produzido na Praça seguindo a colocação escalonada das fachadas da Basílica e do Palácio;

f)       A localização do campanário no centro de gravidade e seu trabalho como eixo vertical do conjunto;

g)     O eixo viário/visual que liga o Rialto à Sede do Governo e à Praça de São Marcos;

h)     As fachadas voltadas para a baía;

i)        As fachadas do Palácio – uma com vista para a Piazzetta e outra para a baía.

A Combinação dos Elementos  Em 1173, Sebastiano Ziani, o Doge, comprou a terra que rodeava o canal Batario. Para remodelar o espaço, organizou um concurso onde saiu vencedor o artista Nicolo Barattiero, que produziu as enormes colunas de granito que se situam na Piazzetta San Marco.

Em 1176, a Praça de São Marcos foi duplicada de tamanho e a Igreja de San Geminiano foi derrubada para que fechasse o lado ocidental da nova Praça, cujo chão foi pavimentado.

 

Construíram-se passagens cobertas em volta da Praça (galerias), e casa e estabelecimentos comerciais, envolta do espaço. Durante o começo do século XIV, todo o perímetro da Praça era um espaço coberto e durante esse período, a Praça de São Marcos foi a melhor e maior organização de comércio da Europa.

As Fachadas   A Torre do Relógio, obra de Ludocci, foi erguida em 1499 e os três ‘mástiles’ em bronze são de Leopardi e foram incorporados em 1505. Depois da morte de Sansovino, Scamozzi assumiu o término da obra da Biblioteca e terminou a construção da Procuratie Nuove, iniciada em 1584. Neste trabalho o Campanário ficou inalterado e a Praça ganhou em termos de dimensão. Nos tempos de Napoleão, a demolição da Igreja de San Geminiano permitiu acabar o lado oeste da Praça.

O Volume Centroidal  (em cruz grega) O modo como foram implantados os volumes, tornou o lugar uma tribuna demarcada ao norte, sul e leste pelos canais. A planta em cruz grega da Basílica de São Marcos impõe uma forma regular com simetria bilateral capaz de dominar todo o espaço.

O Domínio Exótico  Uma série de arcos da Basílica oferece à Praça uma bela decoração. Todo o perímetro se junta com as cúpulas para criar um volume escultórico pleno de vigor e majestosa riqueza. Os arcos, as cúpulas e o tratamento geral, fazem com que o volume ganhe verticalidade.

Volumes Conexos em Contraste  A conexão entre o Palácio dos Doges e a Basílica de São Marcos é tamanha que, as formas centralizadas se reforçam mutuamente dando aspecto de um volume maciço e contínuo. A passagem que dá acesso ao volume do Palácio, mostra ter o mesmo valor de massa que a hegemonia da basílica, que está um pouco mais à frente.

A basílica se relaciona diretamente com a Praça, enquanto que o Palácio relaciona-se tanto com a Praça quanto com o canal.

A incorporação de pórticos nos pavimentos superiores dos edifícios situados na Praça, produzem sensação de que estão ‘flutuando’; o ritmo insistente das colunas no térreo, também presentes em todas as fachadas, direciona a circulação dentro da Praça. A basílica é um volume radicado no solo, que mostra sua ênfase vertical; o Palácio é um volume predominantemente horizontal que dá sensação de linearidade.

A Rede de Circulação  As formas se travam formando uma composição geral de conjunto. No ponto de união, uma via de circulação atravessa o conjunto e sobe pela escada (Scala dei Giganti) até o segundo pavimento do edifício do Palácio. Em volta do pátio, no nível do chão existe uma segunda via que leva até a Basílica. A rede de circulação conecta o Palácio à Basílica de São Marcos e estes, ao píer e à Piazzetta.

A projeção existente em frente à Biblioteca de Sansovino força uma virada em direção à Piazzetta, os seus pórticos e o Palácio dos Doges redirecionam-se com o auxílio do desenho feito no piso da Praça. As colunas que existem no final da Piazzetta representam uma barreira imaginária que ajudam a definir a mesma. A perspectiva reduzida com essa delimitação, produz a obliqüidade da Biblioteca e do Palácio, aumentando a sensação de demarcação.

O Plano Oblíquo  Os volumes da Basílica e do Palácio constituem numa combinação dominante, definindo com suas fachadas, a Praça de São Marcos e a Piazzetta em um campo ortogonal. A Procuratie Vecchie limita o restante da área da Praça em relação ao rio Del Cavaletto (atrás do edifício), constituindo um espaço em frente à Praça, plano e oblíquo que influencia no campo ortogonal e que obriga quem entra nele, à circular pela Praça.

O Fechamento  Scamozzi, mestre que terminou a Biblioteca de Sansovino, foi quem idealizou a Procuratie Nuove, fazendo o fechamento da Praça de São Marcos. O projeto recorre ao ritmo e à escala da Biblioteca, porém tem a finalidade de marcar a lateral da Praça.

Esse critério manteve-se ao longo da lateral oeste, exceto no eixo onde a altura se reduz a das plantas para seguir a linha da Procuratie Vecchie. O volume centralizado da Zecca (Casa da Moeda) proporciona um desfecho conclusivo à lateral do conjunto, que está virado para a baía.

Positivo/Negativo, Oblíquo/Ortogonal   A reclusão do espaço, mostrado no desenho mais ou menos regular das coberturas, abrange a Praça de São Marcos e o limite ocidental da Piazzetta. O efeito é de horizontalidade linear, os planos e seus componentes rítmicos são o fundo passivo diante do qual se apresentam os elementos mais importantes – a Basílica de São Marcos e o Palácio dos Doges. Esta grande estrutura dupla e alinhada escalonadamente, concilia a localização dos espaços, um dos quais, a Praça, que se difunde pelo ângulo sudeste sobre a Piazzetta.

Esta é a planta que tinha a Praça em 1550. Ela revela o dilema que gerou o fechamento oblíquo da Procuratie Vecchie. A obliqüidade da área conduz visualmente até a Basílica, entretanto em conflito com a ortogonalidade da mesma. Antes o Campanário localizava-se na fachada sul da Praça, e não havia sido construída a Procuratie Nuove.

A Praça   O Campanário que Scamozzi ressaltou ao construir a Procuratie Nuove e, pela sua posição, o elemento separador da Praça e da Piazzetta. Essa medida consistiu no fechamento plano dos espaços, dando a sensação de continuidade.

Este mesmo elemento ajuda a cercar a Praça, direcionando sua obliqüidade e, demarcando a Basílica. Qualquer desvio em relação ao campo oblíquo e ao ortogonal atuarem na Praça, foi corrigido através da pavimentação, dando força à fachada oblíqua.

Pesa sobre todos esses aspectos, a separação da Procuratie Nuove abandonando a ortogonalidade, até a curva que marca a Biblioteca em ângulo reto. A leitura desta ortogonalidade não pode ser observada totalmente até a Basílica e o Palácio, pois o desvio do eixo, algumas vezes imperceptível e outras não, é uma característica essencial do conjunto que reaviva e dinamiza as relações volume-espaço-plano.

A perspectiva reduzida resultante da obliqüidade do edifício da Procuratie Vecchie exagera na longitude da Praça, tanto mais quanto às colunas que não estão dispostas muito próximas, colaborando para aumentar esta dimensão.

A Piazzetta  Voltando ao Campanário e sua posição, cabe dizer que ele define e faz da Piazzetta um espaço linear que tem eixo mais ou menos coincidente com a orientação norte-sul. O extremo norte do eixo se encontra na Torre do Relógio, e ao sul vai até a coluna oriental que corresponde ao final da Piazzetta, quando chega ao píer. Os mastros são outros elementos com locais definidos, colocados em frente à Basílica, demarcam-na, conferindo-lhe a missão de ser o pano de fundo quando se contemplamo-la desde a Praça.

A Logetta de Sansovino, localizada na parte inferior do Campanário, confirma que a Torre tem o objetivo de indicar uma direção e de oferecer uma fachada à Piazzetta. A partir desta configuração, conserva-se a axialidade e dividem-se os espaços; o espaço dividido gera um outro espaço antes de chegar a Basílica, formado pela Praça e pela Piazzetta.

Contudo existe mais. A posição do Campanário condiciona que o eixo que compreende a Basílica e o Palácio, é o mesmo que leva a Scala dei Giganti à Torre do Relógio. O Campanário define o espaço da Praça e da Piazzetta e faz parte do grupo Basílica/Palácio e por extensão, se desvincula da reclusão de planos que rodeia os dois espaços.

A verticalidade do Campanário faz com que este, se relacione com a forma vertical da Basílica e é a causa do contraste com a configuração plana e horizontal da Praça de São Marcos. Juntamente com a Basílica e o Palácio, é um elemento importante. Um objeto no espaço, que não pode ser visto somente como componente de fechamento. A disposição das pequenas aberturas em sua fachada, dão sensação de rotação chocando com o relógio que existe na Torre.

O Movimento – desde o píer até a Praça – As Vistas  As vistas mais impressionantes ao se entrar na Praça surgem desde a esquina sudoeste e vão através da abertura da Torre do Relógio. Desde a esquina, contempla-se a Basílica de São Marcos e o Campanário, demarcados por um arco do pórtico da Praça. Quando se circula pelo labirinto de ruelas, a grandiosidade é magnífica e a vista não tem parâmetros na arquitetura.

as vistas

o movimento

Depois de percorrer o Rialto, seguindo a área do mercado, a vista através do arco da Torre do Relógio não é menos atrativa. Duas colunas demarcam San Giorgio Maggiori e a vista não se afasta da Basílica de São Marcos. Ao chegar ao píer, vemos o lado direito do Grande Canal e a Igreja da Saúde.

  A Interpretação        

A Praça de São Marcos forma um conjunto extraordinário que garantiu o êxito ao desenho urbano, devido a como se estenderam e se expressaram os elementos arquitetônicos. A Praça fala dos temas que tanto afetaram a arquitetura: o simbolismo, o magmatismo e o “genius loci”.

As várias contribuições dadas pelos arquitetos escolhidos por patrocinadores possibilitaram a conclusão de uma obra grandiosa da arquitetura que atua em todos os níveis exigidos pela arte. Com o tempo, o conjunto adquiriu a necessária integridade, feita com coerência, pois uma das tarefas principais da arquitetura consiste em representar aspectos passados e presentes da cultura. Isso se faz através do respeito ao que já existe, concatenando às novas construções.

Pode ser que a incorporação de obras adicionais nem sempre tenham sido perfeitas, porém, este detalhe deu mais vitalidade ao conjunto. Cada arquiteto deixou impressa sua personalidade, sem deteriorar o caráter unitário. As adições corresponderam às condições e necessidades específicas daquele momento, e daí surgiu a autonomia que brota do conjunto.

Da análise de cada edifício em separado, concluímos que todos possuem identidade própria. A Basílica e o Campanário são volumes contrapostos com fachadas dominantes; tem semelhanças com o Palazzo Pubblico e com a Torre Del Mangia em Siena, sobretudo, porque “abraçam” a praça e representam o poder e o orgulho destas cidades.

A exótica Basílica é um testemunho de suas origens bizantinas que comemora a posteridade da igreja e a vitalidade da cultura. Vendo seu interior e exterior, observamos que um é majestoso e exuberante e, o outro é destacado pela solenidade e mistério, um reflexo produzido pelo efeito da luz e da sombra (claro/escuro), baseados nos estudos da Idade Media.

A Basílica transmite uma mensagem religiosa e política desde sua posição de domínio. O Palácio dos Doges, situado na margem da baía e na Piazzetta, cumpre outro papel: mostrar o vigor gótico, aromatizado com a exaltação oriental, que reflete e é refletido pelas águas – é um modelo de vitalidade que remonta ao gótico, imprimindo forte ritmo em suas arcadas, e apresentando decoração rica.

A Biblioteca de Sansovino apresenta elegância e sofisticação, contrastando com o entorno. Este edifício coloca em evidência o progresso da consciência humana desde a Idade Média até o Renascimento. A Biblioteca, compacta, horizontal, com ritmo próprio e decoração copiosa, é tão poderosa quanto os demais edifícios.

Sem afastar-se da sobriedade renascentista, a Praça não impede o contraste entre o fundo e o primeiro plano existente na Piazzetta. Considerando que nesta, a diferença entre a Biblioteca e o Palácio, é inegável, na Praça os edifícios são uniformes como elementos de fechamento. Os edifícios estão lá para receber pessoas e acontecimentos, pois, sobretudo, para que acolham a Basílica. São Marcos sobressai em primeiro plano, faz valer seus direitos não só pela opulência das formas tridimensionais, mas também pela luz da tarde que proporciona efeitos de brilho em função dos mosaicos.

Um aspecto que deve ser observado na Praça é a obliqüidade da Procuratie Vecchie. Mesmo não tendo a riqueza escultórica das outras fachadas, possui força própria dominante de certa forma, vista do ângulo que forma com os outros elementos e do ritmo reiterativo do pórtico; a combinação destes fatores faz com que a Praça pareça mais comprida do que realmente é.

A Torre do Relógio é um toque pitoresco veneziano; integra-se ao edifício da Procuratie Vecchie, corta seu ritmo e dá identidade expressando sua função dupla: relógio e arco baixo sobre a via principal da Praça. A parte central, onde estão o relógio e o arco, converte-se em elemento que dá fim ao eixo conector com San Giorgio e através da Piazzetta. Comparando-o com a Procuratie, é uma forma viva, um agradável equilíbrio de figuras coloridas e alegres, por um lado e de pórticos importantes, por outro. A mistura de severidade rigorosa e teatralidade emotiva, re-aparece na relação dos binômios São Marcos/Palácio dos Doges com os demais edifícios.

A justaposição dispensa humanidade ao conjunto e assegura que se comuniquem com os outros a vários níveis, mediante a expressão de uma extensa gama de experiências sensoriais. A Logetta de Sansovino mostra um peso que engana seu tamanho, atua como um ponto de reunião e final de eixo, direcionando até a Scala dei Giganti. Com sua presença, a direção do Campanário não tem sentido negativo, mesmo levando até a Piazzetta, até a Basílica e o Palácio.

Não é possível falar da Praça de São Marcos em termos de estilo ou de desenho sem haver contradições; é preferível fazê-lo no que se refere a sua extensão e conteúdo. Da forma de muitos outros mestres, neste conjunto combina-se o formal com o informal, a unidade com a pluralidade, a energia e o controle. O volume, a superfície, o tratamento, a progressão e o conteúdo simbólico compõem uma equação arquitetônica que capta todos os nossos sentidos. E mais, sua mágica dimensão temporal transporta o homem frágil do século XX a um episódio glorioso de seu passado.

texto traduzido do Livro Estudo de la Forma, El Campo y la Catedral, Siena – desenhos digitalizados do texto

fotos beatriz brasil. 2008

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2 Comments

  1. Legal Beatriz, adorei o texto sobre a praça de São Marcos.É incrível a forma como o Palácio dos Doges e a Basilica se completam.Parece que um não existe sem o outro.A praça como um todo é assim, se você tira um dos elementos, descaracteriza o conjunto.Aliás, os croquis ficaram ótimos, são de sua autoria?

  2. oi Eder, realmente esta análise é fantástica, retirei do livro que cito no final do texto. Comprovei quando estive lá. A Praça, a Piazzeta e Catedral, enfim, todo o conjunto é fantástico e realmente os elementos se completam. Sobre os croquis, não são meus, foram digitalizados do texto, só fiz algumas \’marcações\’ para facilitar o entendimento.


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